O Programa de Ensino Integral de Doria e o recuo da APEOESP – Relato de Santo André

Por Rafael Magrão, setembro de 2019.

O governo Doria está efetivando o Programa de Ensino Integral  (PEI) em diversas escolas do estado. O PEI irá manter os alunos nas escolas das 7 às 17 horas, mas sem alterar as péssimas condições atuais do sistema de ensino. Ou seja, o programa se resume a fazer das escolas um “depósito” de crianças e adolescentes, que ficarão entregues aos cuidados do Estado praticamente o dia todo, sem que os educadores tenham condições adequadas de atendê-los. O governo pretende implementar esse programa em pelo menos 50% das escolas de SP nós próximos 4 anos.

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Abaixo às ameaças contra a Venezuela! Nenhuma confiança no regime autoritário de Maduro!

Declaração de posição adotada pelo I Congresso Nacional do Reagrupamento Revolucionário, janeiro de 2019.

No último dia 10 de janeiro Nicolás Maduro assumiu seu segundo mandato como presidente da Venezuela, em meio a um crescente fechamento do regime, que cada vez mais passa de um bonapartismo semidemocrático a uma ditadura pura e simples, pesadamente apoiada nas forças militares. Isso ocorre em contexto de considerável perda de apoio popular que se seguiu à morte de Chávez e de pesada depressão econômica, que chegou a envolver uma inflação de mais de 1000% ao ano no ano passado, levando a uma pesadíssima degradação das condições de vida da população, em especial da classe trabalhadora. Conforme analisamos em artigo de julho-agosto de 2017 [1], a perda de popularidade do chavismo levou à vitória da oposição de direita nas últimas eleições legislativas de 2016, e na jornada de manifestações populares lideradas por tal setor ao longo do ano passado. Já o crescente fechamento do regime pode ser visto na dissolução de fato do legislativo, substituído por uma constituinte cujas regras eleitorais violaram o sufrágio universal para favorecer uma maioria do PSUV, prisões de lideranças e manifestantes de oposição, perseguição a membros do judiciário, incluindo aí chavistas críticos a Maduro, dentre outros elementos.

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A luta antifascista e as tarefas dos comunistas

Protesto organizado pela Plataforma Antifascista Londrina, 2017

Gabriel Diaz, junho de 2018

[Reproduzimos aqui uma versão revisada do texto distribuído pelo Reagrupamento Revolucionário em uma marcha antifascista que ocorreu em Londrina (PR), no dia 16 de Junho. A marcha foi pequena, contando com algumas dúzias de pessoas, em parte porque foi organizada no mesmo horário em que o MST e outros movimentos sociais organizaram um feirão. Ainda assim, a marcha ocorreu no horário de almoço em um local movimentado, e as palavras de ordem contra o governo e as reformas de Temer foram recebidas com simpatia pelos trabalhadores que passavam.]

Em um esforço conjunto de várias Frentes Antifascistas locais, foram marcadas marchas antifascistas em ao menos nove cidades para o meio desse mês de junho. Vemos como positivas essas iniciativas, mas consideramos que há entre a esquerda uma falta de clareza generalizada quanto à natureza do fascismo e sobre como devemos lutar contra o mesmo. Defendemos resgatar as lições das lutas do movimento operário no século XX, que nessa questão em específico, foi cristalizada na análise sobre a natureza do fascismo feita por Leon Trotsky. Ele não só acompanhou e lutou contra o ascenso fascista no período entreguerras (anos 20 e 30), como desenvolveu a mais precisa e profunda das poucas análises materialistas quanto ao fascismo, polemizando contra a incapacidade das outras correntes comunistas da sua época de entenderem o fenômeno do fascismo, e portanto, de formular uma estratégia efetiva de luta antifascista, o que levou a derrotas na Itália, Polônia, Alemanha, Espanha, França, entre outros países.

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Documentos do CCI/Coletivo Lenin (2008-2010)

Postamos aqui uma seleção de importantes textos teórico-programáticos do CCI/Coletivo Lenin, organização da qual se originou o Reagrupamento Revolucionário, entre 2008-2010, período no qual tal grupo contribuiu para a reconstrução de uma tradição trotskista consistente no Brasil.

Teses sobre a China
CCI/Coletivo Lenin, fevereiro de 2008

A esquerda brasileira e o governo “democrático e popular”
CCI/Coletivo Lenin, abril de 2008

Defesa do MST e a questão agrária no Brasil
Coletivo Lenin, maio de 2009

A tentativa do “Bando dos 8” e o fim da URSS
Coletivo Lenin, 2010

Resposta à Luta Marxista

Resposta à Luta Marxista

Junho de 2017

Em junho de 2013, a Luta Marxista (LM), um grupo trotskista do Rio Grande do Sul, escreveu um texto intitulado Resposta a Icaro Kaleb (http://lutamarxistablog.blogspot.com.br/2013/06/resposta-icaro-kaleb.html). O título fazia referência ao nome de um companheiro do Reagrupamento Revolucionário (RR) e tecia críticas a comentários informais feitos por este companheiro numa postagem da LM no Facebook, divulgando o texto A frente única segundo a Liga Comunista (26/05/2013). Em seguida, criticava posições políticas presentes em textos do RR. A escolha do título citando um militante (e não o nosso grupo), assim como a reprodução de comentários individuais feitos no Facebook e que tinham um caráter claramente informal (e não de declaração pública da organização) não fazem parte do nosso método de debate. Também não pudemos deixar de notar que a LM não disponibilizou nenhum link para o nosso site ao longo do seu texto, dificultando aos leitores terem acesso à nossa formulação original. De qualquer forma, é para nosso demérito que não tenhamos respondido anteriormente à crítica da LM, diante das várias outras tarefas que foram colocadas para nosso grupo nesse meio tempo. Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Por isso, tomaremos essa oportunidade para responder a tal crítica, ponto a ponto. (Os extratos do texto da LM estão em negrito).

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