Brazylia: proces Luli

Lula da Silva poddaje się policji w mieście São Bernardo

OPERACJA „MYJNIA SAMOCHODOWA” I BURŻUAZYJNY WYMIAR SPRAWIEDLIWOŚCI  NIE MAJĄ PRAWOMOCNOŚCI, ALE NIE WYBACZMY ZBRODNI PARTII PRACUJĄCYCH WOBEC KLASY ROBOTNICZEJ!

Styczeń 2018

24 stycznia, Lula da Silva, prezydent Brazylii od 2003 do 2010 i główna figura Partii Pracujących, został skazany w drugiej instancji za przestępstwa korupcji, narażając na niebezpieczeństwo jego zamiar ubiegania się raz jeszcze o prezydenturę w następnych wyborach w październiku 2018 (będąc niemal pewnym zwycięzcą według różnych sondaży). Jego los będzie teraz zależał od apelacji do Sądu Najwyższego i Najwyższego Sądu Wyborczego ale, zgodnie z brazylijskim prawem, może być zostać uwięziony na mocy jego wyroku 12 lat i 1 miesiąca.

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Deklaracja międzynarodowa- w obronie Syrii, Chin i Korei Północnej

Imperializm amerykański znów atakuje

W obronie Syrii, Chin i Korei Północnej! Tylko międzynarodowa rewolucja socjalistyczna może zapewnić pokój!

Opublikowano po raz pierwszy w języku portugalskim 23 kwietnia 2017, po pierwszym bombardowaniu Syrii przez administrację Trumpa w USA.

6 kwietnia Trump wydał rozkaz do ataku rakietowego na syryjską bazę wojskową. Był to pierwszy amerykański atak na syryjski cel rządowy, jako że do te pory Stany Zjednoczone bombardowały tylko cele fundamentalistycznej grupy Państwa Islamskiego. Decyzja Trumpa przyszła po oświadczeniach amerykańskiej służby wywiadowczej, szybko przetworzonych przez czołowe media na świecie, że rząd Assada jest odpowiedzialny za atak chemiczny który zabił około 80 ludzi w prowincji Idlib- czemu rząd syryjski zaprzecza, obwiniając natomiast zbrojną opozycję. O ile jest niemożliwym w tej chwili wiedzieć które oświadczenie jest prawdziwe, imperialiści są ekspertami w wymyślaniu wymówek dla usprawiedliwienia ataków i działań militarnych przeciwko innym krajom- jak w przypadku nieistniejącej irackiej „broni masowego rażenia”.

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Odpowiedź amerykańskiej lewicy na Trumpa i wybory 2016

KOLABORACJONIZM KLASOWY I ZNACZENIE PROGRAMU REWOLUCYJNEGO

[Photo: laweekly.com]

Joseph Donnelly, marzec 2017

20 stycznia Donald J. Trump został zaprzysiężony by zostać 45. prezydentem Stanów Zjednoczonych. Formalnie zainaugurowana 16 czerwca 2015, kampania Donalda Trumpa była w centrum uwagi wielu aktywistów którzy martwią się jak będzie wyglądać Ameryka Trumpa. Dla wielu demokratów i innych liberalnych ciał politycznych, Donald Trump wydawał się doskonałym punktem zbornym dla ich sprawy- jeśli nie wybierasz liberalnej demokratki (takiej jak Hillary Clinton) to wybierasz Trumpa, tak brzmi argument. Rewolucjoniści, tacy jak my, mieli do czynienia z tym argumentem z „mniejszego zła” od setek lat. I zawsze, mówimy, jest on argumentem udzielania politycznego poparcia siłom burżuazyjnym, prowadząc do rozbrojenia i demobilizacji niezależnych walk klasowych. Jednakże wiele nominalnie rewolucyjnych osób i organizacji ulega mu.

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Atualização no Arquivo Histórico: Sindicatos e Luta contra o Desemprego

Cartaz segurado por uma criança durante a “Grande Depressão” nos EUA, diz “Por que você não pode dar um emprego ao meu pai?”

Estamos adicionando estes dois materiais à nossa página de Documentos Históricos em português:

Os trotskistas americanos e a luta contra o desemprego na Grande Depressão
Parte 1 – A luta por unidade
Liga Espartaquista (EUA), 18 de julho de 1975

Parem já a liquidação do trabalho sindical! Romper com a má liderança de Robertson, Foster e Nelson!
Tendência Externa da TEI, 25 de junho de 1983

Update to the English Historical Archive: Ireland

1916 Irish Easter Rising

We are including these two documents to the section of our ‘Historical Documents‘ page on ‘National Question and Interpenetrated peoples – Northern Ireland’.

Fourth International Theses on Ireland
by the Revolutionary Socialist Party, Irish section of the Fourth International, 1944

British Troops out of Ireland, Now! — We need a workers’ solution to the ‘national’ divide!
Originally published in ‘Marxist Bulletin’ No.3, publication of the British section on the International Bolshevik Tendency, August 1997.

A luta antifascista e as tarefas dos comunistas

Manifestação antifascista em Londrina, PR [Foto: Ação Antifascista Londrina]

Por Gabriel Diaz, junho de 2018

[Reproduzimos aqui uma versão revisada do texto distribuído pelo Reagrupamento Revolucionário em uma marcha antifascista que ocorreu em Londrina (PR), no dia 16 de Junho. A marcha foi pequena, contando com algumas dúzias de pessoas, em parte porque foi organizada no mesmo horário em que o MST e outros movimentos sociais organizaram um feirão. Ainda assim, a marcha ocorreu no horário de almoço em um local movimentado, e as palavras de ordem contra o governo e as reformas de Temer foram recebidas com simpatia pelos trabalhadores que passavam.]

Em um esforço conjunto de várias Frentes Antifascistas locais, foram marcadas marchas antifascistas em ao menos nove cidades para o meio desse mês de junho. Vemos como positivas essas iniciativas, mas consideramos que há entre a esquerda uma falta de clareza generalizada quanto à natureza do fascismo e sobre como devemos lutar contra o mesmo. Defendemos resgatar as lições das lutas do movimento operário no século XX, que nessa questão em específico, foi cristalizada na análise sobre a natureza do fascismo feita por Leon Trotsky. Ele não só acompanhou e lutou contra o ascenso fascista no período entreguerras (anos 20 e 30), como desenvolveu a mais precisa e profunda das poucas análises materialistas quanto ao fascismo, polemizando contra a incapacidade das outras correntes comunistas da sua época de entenderem o fenômeno do fascismo, e portanto, de formular uma estratégia efetiva de luta antifascista, o que levou a derrotas na Itália, Polônia, Alemanha, Espanha, França, entre outros países.

A grande maioria da esquerda considera a denúncia da pré-candidatura do político populista e reacionário, Jair Bolsonaro, como sinônimo de luta antifascista. Mas nem todo movimento reacionário pode cumprir o mesmo papel que os movimentos fascistas tiveram. Os movimentos fascistas surgiram em épocas específicas e utilizaram-se de meios específicos para cumprir papéis históricos específicos.

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Atualização no arquivo de Documentos Históricos

Adicionamos ao nosso arquivo de Documentos Históricos mais alguns materiais do extinto Coletivo Lenin, organização da qual se originou o Reagrupamento Revolucionário no Brasil, em um processo de resistência à liquidação do seu programa original e dos princípios básicos do socialismo revolucionário.

Somente um governo direto dos trabalhadores pode deter o colapso ambiental, agosto de 2007

Direita promove jornada de lutas contra o chavismo – Qual deve ser a política dos revolucionários na Venezuela?, novembro de 2007

A eleição de Barack Obama e a questão racial nos EUA, novembro de 2008

Lenga lenga em Honduras e a volta de Zelaya, setembro de 2009

A teoria organizativa revolucionária – Em defesa do leninismo, março de 2010

Um importante debate teórico – Leninismo, frentes únicas e blocos de propaganda, setembro de 2010

Tragédia nuclear no Japão – Por um programa transitório para a questão energética, março de 2010

Pela mobilização da classe trabalhadora em defesa da legalização do aborto seguro e gratuito (panfleto)

[Texto atualizado em 25.06.18, conforme a versão impressa distribuída durante a manifestação – possuía alguns trechos a mais que a originalmente postada]

A grande chance de legalização do aborto na Argentina abre possibilidades para todas as mulheres da América Latina. A liberdade de decidir sobre os nossos corpos é um direito democrático básico a ser defendido contra o obscurantismo religioso de igrejas, partidos e políticos da classe dominante e seus apoiadores reacionários. Por isso, nós do Reagrupamento Revolucionário nos somamos à luta pela vida das mulheres, pela descriminalização e legalização do aborto no Brasil.

Encaramos que a classe trabalhadora tem interesse no avanço de todos os direitos democráticos populares. Por isso mulheres e homens da nossa classe devem combater as manifestações do machismo nas leis e instituições, o que inclui a atual legislação sobre aborto. Mas como parte desse movimento, defendemos usar os métodos poderosos de luta do proletariado e levantamos um programa classista e revolucionário. É por isso que consideramos importante fazer algumas ponderações sobre o rumo desse movimento.

Defendemos exigir dos sindicatos a organização de greves e também envio de contingentes que se somem às jornadas de mobilização nas ruas. As organizações da classe trabalhadora não devem se abster diante da questão do aborto. A abstenção que ocorre hoje é fruto do comodismo das burocracias que se encontram à frente da maioria sindicatos, que não pensam que trabalhadores devem se envolver em política para além do voto (no sindicato e nas eleições burguesas). Além disso, as organizações da classe trabalhadora também têm condições, se houver disposição, de ajudar a combater a violência contra as mulheres. Por exemplo, apoiando autodefesas em locais onde são recorrentes assédios agressivos e mesmo casos de estupro e feminicídio.

A legalização do aborto é uma demanda crucial para que as mulheres retomem a posse de seu próprio corpo, porém, não podemos parar por aí. A luta pela emancipação da mulher e a derrubada do machismo está intrinsecamente condicionada à libertação da mulher da escravidão do serviço doméstico, do qual o capitalismo se beneficia diretamente, por ser um trabalho não remunerado essencial à reprodução da força de trabalho. Por isso é preciso por em pauta a socialização dos serviços domésticos, que nenhuma mulher trabalhe por nem 1 hora a mais no lar sem ser remunerada.

Nesse sentido, defendemos um conjunto de serviços públicos que devem ser constantemente ampliados para atender a todas as mulheres trabalhadoras e seus filhos, tais quais creches, restaurantes e lavanderias públicas. A luta contra a cultura machista e a divisão dos trabalhos domésticos e no cuidado dos filhos deve continuar, mas não irá se resolver apenas dessa forma. Somos, portanto, contra todo o desinvestimento que vem sendo feito nos serviços públicos pelo governo golpista de Temer. Também é fundamental realizar protestos e piquetes em frente às empresas onde há denúncias de assédio e diferenciação salarial entre homens e mulheres no mesmo cargo. Defendemos equiparação salarial pelo alto entre homens e mulheres – salário igual para trabalho igual.

Acreditamos que a luta pelo aborto legal, seguro e gratuito no Brasil pode ser um trampolim para lutas maiores, que ataquem outros aspectos do machismo e sua ligação estreita com o capitalismo. Para isso, reforçamos: é fundamental que a luta esteja ligada à classe trabalhadora e às suas organizações, podendo inclusive fortalecer a necessária resistência contra as “reformas” de Temer, que vem atacando nossos direitos e nosso futuro.

Por fim, é importante apontar que acreditamos que o machismo somente será erradicado completamente em uma sociedade governada pelos trabalhadores, que se proponha ativamente a pôr fim a toda diferenciação material e cultural entre homens e mulheres em todas as esferas da vida. Por isso, não se pode ter nenhuma confiança em políticos da classe dominante (homens ou mulheres) que sustentam essa “ordem” que é opressora e degradante para as mulheres (especialmente para as da classe trabalhadora). Apenas uma revolução socialista pode garantir de fato a emancipação das mulheres!

Unidade com os caminhoneiros, em defesa dos interesses dos trabalhadores e estudantes (panfleto)

Reproduzimos a seguir, com algum atraso, panfleto utilizado por membros do Reagrupamento Revolucionário em duas manifestações estudantis que ocorreram durante a greve dos caminhoneiros, em solidariedade ao movimento, nas cidades de Londrina (PR) e Ribeirão Preto (SP), na última semana de maio.

Em Londrina, a manifestação infelizmente foi muito pequena. Já em Ribeirão, a manifestação foi bastante interessante e com um bom nível de politização. Entre as posições defendidas no ato estavam a defesa da Petrobras estatal, a redução dos preços dos combustíveis e a demanda por uma mídia menos parcial, que não criminalize as lutas dos trabalhadores. Além disso houve pautas relacionadas a questão da educação, como a defesa da escola pública, contra a reforma do ensino médio, denúncia de falta de merenda e de professores, coisas que dificultam o bom funcionamento do ambiente escolar.

Em um dos momentos de abertura do ato, um camarada do Reagrupamento Revolucionário fez uma fala denunciando a política de preços da Petrobras e as medidas do governo federal para reduzir o preço do óleo diesel de forma que justifique cortes de recursos em áreas sociais, podendo até mesmo reforçar a campanha pela aprovação da reforma da previdência, enquanto grandes empresários e banqueiros recebem isenções de impostos e perdão de dívidas.

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A questão LGBT+ e o socialismo

Por Pablo Pedrosa, junho de 2018.

Ao contrário do que é pregado por uma parcela significativa da classe dominante e pelos reacionários em geral, a repulsa ao comportamento homossexual não é um instinto natural do ser humano, que em seu processo de desenvolvimento social vem abrindo espaço às minorias sexuais para que “tenham liberdade de amar”. Outro mito atribuído à sexualidade humana é que ancestralmente o acasalamento tinha apenas uma função reprodutiva, e que nossa espécie evoluiu de maneira que este envolvesse laços de afetuosidade entre um casal de macho e fêmea.

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La huelga de los camioneros en Brasil

Por Marcio Torres, mayo de 2018.

Un llamamiento para ayudar a traducir artículos: este artículo fue traducido al español por hablantes no nativos y nos disculpamos por cualquier error ortográfico y otros errores que pueda contener. El Reagrupamiento Revolucionario tiene una perspectiva internacionalista y queremos que nuestra literatura política esté disponible en otros idiomas. Si desea ayudarnos en este objetivo internacionalista traduciendo nuestros artículos o brindando apoyo para mejorar nuestras traducciones, contáctenos en rr-4i@krutt.org. ¡Gracias!

Brasil se encuentra en ese momento en una complicada situación. Desde hace siete días, los camioneros del país están en huelga, contra el incremento en los precios del diésel. El alta de los precios es resultado de un cambio en la orientación de Petrobras, la empresa estatal de petróleo, que tiene la más grande producción de combustibles derivados del petróleo en el país. Desde 2016, como parte de la política neoliberal clásica que orienta el actual gobierno, la presidencia de la empresa suspendió el control de los precios, que desde entonces se encuentran directamente vinculados a aquellos del mercado internacional, sujetos a la fluctuación del dólar. Esta fue una medida adoptada en beneficio de los grandes accionistas privados de la empresa y también en conformidad con las reglas exigidas por las bolsas de valores de Estados Unidos, donde la presidencia de Petrobras intenta abrir el capital de la empresa, como parte de los planes de profundizar su privatización. Por eso la situación es tan difícil de resolver: el gobierno no puede prometer a los camioneros una baja duradera de los precios del diésel, una vez que está comprometido con la lógica de precios fluctuantes para Petrobras. La huelga tiene carácter mixto, una vez que parte – la mayoría – de los camioneros son autónomos (dueños de sus propios vehículos) y otra parte son asalariados de empresas de transporte, que paralizaron sus actividades por iniciativa de sus patrones (y no levantan demandas proprias). En el primer momento, el gobierno negoció con las empresas, que aceptaron el término de la huelga (en realidad, de su lockout / paro patronal).

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Observações preliminares da greve dos caminhoneiros

Por Rafael Ferreira, maio de 2017

Estamos diante de um movimento por parte dos caminhoneiros que tem gerado grandes debates e muita confusão acerca do assunto, além, é claro, de consequências como a possibilidade de desabastecimento de cidades por causa do bloqueio das estradas e a interrupção dos transportes. Diante da complexidade do assunto e dos discursos confusos e contraditórios que muito aparecem na internet, tentarei fazer uma reflexão com a qual espero contribuir para começarmos a entender o que está acontecendo.

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Declaración internacional – En defensa de Siria, China y Corea del Norte!

El imperialismo de EEUU ataca nuevamente!

En defensa de Siria, China y Corea del Norte! Solo una revolución socialista internacional puede asegurar la paz!

Originalmente publicado en portugués el 23 de abril de 2017.

Un llamamiento para ayudar a traducir artículos: este artículo fue traducido al castellano por hablantes no nativos y nos disculpamos por cualquier error ortográfico y otros errores que pueda contener. El Reagrupamiento Revolucionario tiene una perspectiva internacionalista y queremos que nuestra literatura política esté disponible en otros idiomas. Si desea ayudarnos en este objetivo internacionalista traduciendo nuestros artículos o brindando apoyo para mejorar nuestras traducciones, contáctenos en rr-4i@krutt.org. ¡Gracias!

El 6 de abril [de 2017], Trump he ordenado un ataque con mísiles en contra una base militar siria. Fue el primer ataque estadounidense contra un objetivo del gobierno sirio, ya que hasta ahora los Estados Unidos habían bombardeado solo objetivos del grupo fundamentalista Estado Islámico. La decisión de Trump se produjo después de declaraciones del servicio de inteligencia estadounidense, reproducidas rápidamente por los principales medios de comunicación de todo el mundo, de que el gobierno de Assad fue el responsable de un ataque químico que mató a unas 80 personas en la provincia de Idlib. El gobierno sirio niega las acusaciones y culpa a la oposición armada en lugar. Si bien es imposible saber en este momento qué afirmación es cierta, los imperialistas son expertos en inventar excusas para justificar ataques y acciones militares contra otros países, como en el caso de las inexistentes “armas de destrucción masiva” de Irak. [El 13-14 de abril de 2018, los Estados Unidos atacaran una vez más objetivos militares del gobierno sirio, esa vez con auxilio de Inglaterra y Francia.]

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Revista Reagrupamento Revolucionário n. 11

É com alegria que anunciamos a nossos leitores e leitoras o lançamento de mais uma edição da revista Reagrupamento Revolucionário. É possível ler online, através dos links do sumário abaixo, baixar a versão PDF, ou obter a versão impressa com nossos militantes. Boa leitura!

 

 

 

Reagrupamento Revolucionário n. 11
Download (PDF)

LEIA ONLINE

 

Aonde vai o Brasil? – Entre a “colaboração de classes” do PT e a extrema-direita antidemocrática
Unidade sim, mas para lutar! Nada de blocos políticos com o lulismo!
Contra a intervenção militar no RJ! Segurança se consegue com empregos decentes e qualidade de vida! Por Marielle Franco!
Sobre o julgamento e a prisão de Lula: A “Lava Jato” e a Justiça burguesa não têm legitimidade, mas não perdoamos os crimes do PT contra a classe trabalhadora!
A Independência Catalã e a luta por uma Federação Socialista da Península Ibérica

 

Contra os ataques aos direitos e o avanço reacionário, construir uma frente de lutas dos trabalhadores!

Unidade sim, mas para lutar! Nada de blocos políticos de colaboração de classes!

Reproduzimos a seguir panfleto que vem sendo distribuído em atividades diversas por militantes do Reagrupamento Revolucionário desde o início de maio de 2018. [Levemente editado em 21/05/2018, sem alterações de conteúdo]

Apenas a mobilização da classe trabalhadora pode reverter as derrotas e frear os ataques. Foto: manifestação de 28 de abril em São Paulo.

Desde o golpe que tirou o PT do governo para aprofundar as medidas de austeridade, a classe trabalhadora brasileira tem sofrido uma avalanche de derrotas. Em 28 de abril de 2017, os trabalhadores mostraram sua disposição à luta, ao atenderem com força o chamado de greve nacional. Foi a maior paralisação desde 1989. Não era o que esperavam o PT, PCdoB e seus satélites, que, mesmo com o golpe e a perseguição a Lula, estão em uma rota suicida para evitar mobilizações que assustem os patrões. Adiaram ao máximo a convocação de um segundo dia de greve nacional e, quando ela finalmente ocorreu, se retiraram na última hora, aceitando a “reforma trabalhista” em troca da promessa de manutenção do imposto sindical. Nesse meio tempo, usaram toda sua força para desviar a indignação proletária com impotentes “marchas à Brasília” e em inofensivos showmícios pelas “diretas já”. Nisso, contaram com a colaboração vergonhosa de praticamente toda a esquerda dita socialista, que colocou os métodos da luta de classes em segundo plano.

Mesmo antes do golpe, nós do Reagrupamento Revolucionário temos feito agitação por uma frente nacional de lutas da classe trabalhadora (em outras palavras, uma frente única proletária), que unifique e expanda as lutas, organizando uma forte resposta aos ataques da burguesia e seus lacaios no Estado capitalista. Uma frente assim encontraria forte oposição da burocracia que hoje dirige as maiores organizações que dizem representar os interesses dos trabalhadores (CUT, CTB, Força Sindical etc.), pois essa burocracia é uma aristocracia mercenária, que usa suas posições de liderança para se engraçar com os patrões e/ou se eleger, “subindo na vida”.

Mas fica cada vez mais claro que a política imobilista do PT e cia. está gerando forte tensão em suas bases, que exigem alguma forma de resistência aos ataques violentos da burguesia. Um exemplo significativo foi quando a multidão que estava em São Bernardo em solidariedade à Lula tentou impedir na marra que ele se entregasse à Polícia Federal. Portanto, há espaço fértil para que uma esquerda revolucionária dê o pontapé na formação de uma frente dessas e consiga separar, pela força do exemplo, setores cada vez maiores de trabalhadores da burocracia pró colaboração de classes, conforme a frente assuma lutas de várias categorias e movimentos sociais.

Mas não é o que, na prática, avalia o grosso da esquerda dita socialista. Diante de novos fatos políticos alarmantes – a execução da vereadora do PSOL Marielle Franco e o atentado à caravana de Lula no sul, num contexto perigosíssimo de intervenção militar no Rio de Janeiro – várias organizações passaram a bradar por uma unidade com o PT e aliados “em defesa da democracia”. Com isso, se fortaleceu uma rota que já vinha sendo traçada pela direção do PSOL, de aliança política com o PT, PCdoB (como na forma das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo) e, na esteira disso, até mesmo com os partidos burgueses PDT e PSB, expressa no “Manifesto pela Reconstrução do Brasil”, assinado pelas fundações desses partidos; pela falta de demarcação classista entre a plataforma VAMOS e Guilherme Boulos com as gestões petistas; e na recente “Frente Ampla pela Democracia, Soberania Nacional e Direitos do Povo Brasileiro”, que incluiu também PCB e o hoje “lulista combativo” PCO.

Para justificar essa aliança “pró-democracia”, muitos têm falado em uma ascensão fascista. Mas diante do avanço do autoritarismo do Estado e dos movimentos de extrema-direita (que não consideramos que sejam majoritariamente fascistas nesse momento), necessitamos de uma frente única que seja um instrumento de mobilização do proletariado, usando de métodos como manifestações de rua, autodefesas, ocupações e greves. Nada parecido com o ato eleitoreiro com o qual o PT lançou as candidaturas de Lula, Celso Amorim e Lindenberg Farias no Circo Voador, travestido de “ato em defesa da democracia”. Mesmo com o crescimento de uma direita violenta que tem no PT seu alvo principal, é ridículo ainda ter ilusões de que a direção petista vá dar um “giro à esquerda” e mobilizar a classe trabalhadora contra a burguesia com a qual desesperadamente quer reatar. O que o PT e cia. querem é retornar ao poder via eleições, e para isso tem atuado sistematicamente no sentido de transformar toda e qualquer mobilização potencial em ganho eleitoral.

Diante disso, a postura de alguns grupos socialistas do PSOL – as correntes MAIS/NOS, LSR, Insurgência – e de organizações como PCB tem sido não a de denunciar essas jogadas do PT e seus aliados, mas de lhes dar cobertura pela ‘esquerda’, aderindo com entusiasmo a blocos políticos que acabam reforçando as ilusões de que é possível derrubar a austeridade por meio de plebiscitos e eleições, e de que seria possível resolver as contradições sociais entre os trabalhadores e patrões por dentro do Estado burguês. Com isso, acabam mais uma vez reforçando ilusões na institucionalidade burguesa, como já haviam feito ao focarem na agitação por “direitas já” e/ou “eleições gerais”, “assembleia constituinte” etc. Por outro lado, o PSTU (que até março de 2017 também defendia “eleições gerais”) insiste em não enxergar nenhum avanço da direita e segue vendo com indiferença, ou até com bons olhos, a seletiva “prisão dos corruptos” da Lava Jato, que reforça a Polícia Federal e o Judiciário burguês, tal como fizeram diante do golpe e da prisão de Lula.

Ao contrário dessas perspectivas, nós do Reagrupamento Revolucionário encaramos que a tarefa mais fundamental dos socialistas revolucionários é a denúncia sistemática do capitalismo e das instituições da burguesia, construindo desde já e de forma insistente a noção fundamental de que são os trabalhadores que tem que governar, através da expropriação econômica e política da burguesia. Também insistimos na urgência de uma frente nacional de lutas, que acumule ações e forças para lançar uma greve geral por tempo indeterminado como a única forma possível de derrotar os ataques da burguesia. No interior de um espaço assim, defenderíamos a necessidade de extinção das forças repressoras do Estado burguês, o direito dos movimentos sociais à autodefesa e a luta por um governo revolucionário da classe trabalhadora, além de demandas democráticas e sociais. Já está mais do que na hora de pararmos de difundir ilusões no Estado dos patrões e na ordem capitalista, e nos chocarmos frontalmente contra ela!

Aonde vai o Brasil?

Entre a colaboração de classes do PT e a extrema-direita antidemocrática e antissocialista

Por Rafael Ferreira, maio de 2018.

Os tempos não são fáceis para aqueles que nem negam a realidade diante dos seus olhos, e nem se rendem a ela buscando a linha mais “viável” ou fácil (que frequentemente é uma proposta de repetir os erros do passado). A conjuntura se desloca cada vez mais à direita, pois não existem alternativas fortes de esquerda e aqueles reconhecidos como parte desse campo político majoritariamente se limitam aos quadros da institucionalidade burguesa. Qualquer coisa que vá além dessa limitada institucionalidade é taxada por ambos os lados do espectro político como muito “radical”, “sectário”, enfim, “extrema esquerda”, e é apagado da disputa política e ideológica. O resultado é que o centro vira “esquerda”, direita vira “centro” e extrema-direita aparece como uma alternativa viável, enquanto muitas correntes de esquerda são vistas como extremistas, terroristas, algo a que não se pode dar atenção.

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Brasil: El juicio de Lula

El juicio de Lula

La Operación “Lava Jato” y la Justicia burguesa no tienen legitimidad, pero no perdonamos los crímenes del PT contra la clase trabajadora!

 Originalmente publicado en portugués el 26 de janeiro de 2018.

Los tres jueces que decidieron la condena de Lula en segunda instancia (foto de Sylvio Sirangelo)

 

Un llamamiento para ayudar a traducir artículos: este artículo fue traducido al español por hablantes no nativos y nos disculpamos por cualquier error ortográfico y otros errores que pueda contener. El Reagrupamiento Revolucionario tiene una perspectiva internacionalista y queremos que nuestra literatura política esté disponible en otros idiomas. Si desea ayudarnos en este objetivo internacionalista traduciendo nuestros artículos o brindando apoyo para mejorar nuestras traducciones, contáctenos en rr-4i@krutt.org. ¡Gracias!

El 24 de janeiro, Lula da Silva, presidente de Brasil de 2003 hacia 2010 y la principal figura pública del Partido de los Trabajadores (PT), fue condenado en secunda instancia por crimines de corrupción a una pena de 12 años y 1 mes de cárcel, poniendo en risco sus intenciones de candidatearse una vez más al cargo en las próximas elecciones, en octubre (las cuales mucho probablemente ganaría, de acuerdo con diferentes encuestas electorales). Ahora su destino depende de apelaciones a la Corte Suprema y la Corte Electoral Suprema. No obstante, según las leyes brasileras, él ya puede ser encarcelado [un pedido de Habeas Corpus fue negado por la Corte Suprema el 04 de abril y Lula se encuentra en la cárcel en ese momento – fines de abril de 2018].

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Sobre a prisão de Lula | On Lula’s imprisonment

Lula se entrega à Polícia Federal, apesar da resistência ao redor da sede do Sindicato dos Metalúrgicos, que até tentou impedir sua saída. | Lula surrenders to the Federal Police, despite the resistance outside the Metalworkers Union headquarters, which even attempted to block his way out.

PORTUGUÊS | Percebemos que que em nossa declaração sobre a condenação de Lula pelo TRF4 não estava suficientemente clara nossa oposição à prisão de Lula (efetivada no último dia 07 de abril), não por acreditarmos em sua inocência, mas pelo caráter de clara perseguição política de todo o processo que culminou em sua condenação, incluindo violações da própria “normalidade burguesa”. Não fosse a confiança suicida do próprio Lula e PT nas instituições burguesas, sua prisão poderia ter sido evitada através dos métodos da luta de classes, uma vez que é do interesse objetivo da classe trabalhadora frear essa ofensiva judiciária, por mais que Lula e o PT há muito tenham se tornado a “ala esquerda do partido da ordem”.

ENGLISH | We realized that in our statement about Lula’s conviction by the TRF4 tribunal, our OPPOSITION to Lula’s imprisonment (effectuated on April 7th) was not sufficiently clear. We held this position not because we believe in his innocence, but because of the clear character of political persecution of all this process that culminated in his conviction, which included violations of the own “bourgeois normality”. Had it not been Lula and PT’s own suicidal confidence in the bourgeois institutions, his arrest could have been avoided through the methods of class struggle, since it is the objective interest of the working class to curb this judicial offense, however much Lula and the PT have long since become the “left wing of the party of order”.

Reagrupamiento Revolucionario (Español) No. 3

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Contenido online

Venezuela en llamas: La crisis del chavismo, la oposición derechista-imperialista y la necesidad de una salida socialista revolucionaria

Declaración de relaciones fraternas entre el Reagrupamiento Revolucionario y el grupo Qué Hacer?

La Independencia Catalana y la lucha por una Federación Socialista de la Península Ibérica

Guerra civil siria, Estado Islámico y la batalla por Kobane: ¡Defender a Siria contra el imperialismo! ¡Por una posición de independencia de clase en la guerra civil!

La Muerte de Kim Jong-Il y el Futuro de Corea del Norte

Los revolucionarios y las elecciones burguesas: apuntes teóricos

Revolución socialista: La solución a la cuestión del cambio climático

Partido Obrero (Argentina) y la colaboración de clase con la burguesía

Contra a intervenção militar no RJ! Segurança se consegue com empregos decentes e qualidade de vida!

[Reproduzimos a seguir panfleto utilizado pelo Reagrupamento Revolucionário no Rio de Janeiro]

Massivo ato no Rio de Janeiro, em repúdio à execução de Marielle Franco e contra a intervenção militar no estado (15/março) [Foto: EXAME]

“Quantos mais vão precisar morrer”?

A intervenção militar no Rio de Janeiro cumpre dois objetivos principais: acalmar o empresariado local, que vem fazendo grande pressão por conta dos roubos de carga e assaltos, e tentar elevar a popularidade do governo golpista de Temer e sua gangue de corruptos, para ajudar nas urnas o candidato que eles escolherem para sucessão em outubro. Ou seja, nunca teve como objetivo atender aos interesses da população trabalhadora. Muito pelo contrário, os trabalhadores pobres das favelas e bairros do subúrbio – com destaque para os negros e negras – tem sofrido com a intensificação dos absurdos cotidianos como esculachos, ameaças e execuções (por “bala perdida” ou “achada”).

Sem dúvidas há um aumento da violência na cidade e na baixada, mas isso ocorre por conta da crise econômica e das contrarreformas, que tem gerado demissões, aumentado o custo de vida, reduzido salários e direitos e precarizado as condições de trabalho, empurrando muitos para a criminalidade em ato desesperado de sobrevivência (enquanto empresários e banqueiros seguem ganhando isenções e empréstimos milionários para manterem seus lucros). Obviamente isso não se resolve com repressão, pois há anos a polícia, braço armado dos patrões, age dessa forma e isso só faz piorar a vida dos trabalhadores pobres.

Além disso, a intervenção militar, assim como a criação de um Ministério de “Segurança Nacional”, posto nas mãos de um general, confere mais poder aos militares do que eles tiveram desde o fim da ditadura, abrindo enormes riscos aos direitos democráticos já fragilizados. O general Sérgio Etchegoyen, aliado chave de Temer e linha de frente na intervenção, já deixou claro que vê os movimentos sociais, que defendem os direitos do povo trabalhador, como inimigo a ser combatido.

É isso tudo que a vereadora Marielle Franco (PSOL) vinha denunciando: os responsáveis pela intervenção militar já deixaram claro que querem carta branca para matar quem eles bem entenderem, e os racistas assassinos de farda da PM tem ficado mais à vontade que nunca para realizarem suas matanças de praxe. Por mexer nesse vespeiro tentaram silenciar Marielle da forma mais brutal, mas milhares de vozes estão ecoando suas denúncias e sua luta contra a intervenção, no Rio, no Brasil, no exterior. Se antes já era urgente unificar os movimentos sociais, sindicatos e organizações da esquerda em um forte movimento contra os ataques de Temer e a intervenção militar, depois dessa execução que tenta calar as denúncias isso se tornou questão de vida ou morte, literalmente.

Chega de ilusões no Estado dos patrões e na ordem capitalista!

Uma tarefa imediata da classe trabalhadora do Rio de Janeiro e baixada é construir um espaço de mobilização com representações de todos esses setores, criando um instrumento de lutas enraizado na mobilização das bases e gerido democraticamente pela nossa classe. Um instrumento desses precisa tomar para si a tarefa de investigar de forma independente a execução de Marielle, pois é óbvio que os órgãos de repressão do Estado capitalista não são confiáveis para isso. Ele precisa também lançar uma jornada de lutas, que vá além das necessárias manifestações de rua e englobe greves, piquetes, ocupações de órgãos públicos, como forma de colocar contra a parede os patrões e seus lacaios nos governos municipal, estadual e federal. Pois só assim conseguiremos arrancar uma vitória verdadeira e duradoura, indo da exposição e punição dos executores de Marielle até o fim da intervenção militar e à reversão das contrarreformas de Temer e sua corja.

Isso não é uma tarefa fácil, pois vai contra a perspectiva de boa parte da esquerda, que desde o golpe que removeu Dilma do poder e demonstrou a serviço de quem e do que está o Estado, até o recente começo da “corrida eleitoral”, vinha focando em defender falsas soluções que não vão além da institucionalidade burguesa, como “eleições gerais” (conjunto do PSOL, MAIS, NOS, e mesmo o PSTU, que defendeu isso até março de 2017) ou “assembleia constituinte” (MRT/Esquerda Diário), para não mencionar os que acham que a solução era o “volta Dilma” e/ou “Lula 2018” (PT, PCdoB, PCO).

Ao contrário dessas perspectivas, nós do Reagrupamento Revolucionário encaramos que a tarefa mais fundamental dos socialistas é a denúncia sistemática do capitalismo e suas instituições, difundindo a mais profunda desconfiança nelas e construindo a noção fundamental de que são os trabalhadores que tem que governar, através da expropriação econômica e política da burguesia (uma revolução socialista). Por isso, temos defendido a formação de uma frente nacional de lutas, que acumule ações e forças para lançar uma greve geral por tempo indeterminado até que caiam todos os ataques. Uma frente no RJ contra a intervenção militar, mobilizadora e enraizada nas bases, seria um excelente embrião para esse instrumento. No interior de um espaço assim, defenderíamos a necessidade de extinção das forças repressoras do Estado burguês, o direito dos movimentos sociais à autodefesa e a luta por um governo revolucionário da classe trabalhadora. Já está mais do que na hora de pararmos de difundir ilusões no Estado dos patrões e na ordem capitalista, e nos chocarmos frontalmente contra ela. A execução de Marielle foi um “recado” para todos os lutadores e lutadoras e para a população pobre e negra. Nossa resposta tem que ser devastadora!