Declaração internacional – Defender a Síria, China e Coreia do Norte!

O imperialismo americano estica suas garras

Defender a Síria, China e Coreia do Norte! Para garantir a paz, lutar pela revolução socialista internacional!

Abril de 2017

Em 6 de abril, Trump realizou um ataque com mísseis contra uma base militar síria. Trata-se do primeiro ataque americano contra um alvo do governo sírio, dado que, até o momento, os Estados Unidos vinham realizando bombardeios apenas contra alvos do grupo fundamentalista Estado Islâmico. A decisão de Trump se deu após afirmações do serviço secreto americano, rapidamente repercutidas pelas grandes empresas de mídia mundo afora, de que o governo Assad seria o responsável por um ataque com gases químicos que matou cerca de 80 pessoas na província de Idlib – responsabilidade essa que o governo sírio nega, culpando a oposição armada a seu regime. Embora seja impossível saber no momento qual afirmação é a verdadeira, os imperialistas são especialistas em inventar desculpas para justificar ataques e empreitadas militares em outros países – lembremos das inexistentes “armas de destruição em massa” do Iraque.

Os argumentos de Trump são puro cinismo. Ele afirma que a razão dos ataques foi a morte de civis (especialmente de crianças) em razão do ataque químico. Porém, Trump não menciona (assim como não o faz a grande mídia burguesa americana) as centenas de milhares de vítimas civis dos bombardeios dos EUA na Síria e em outros países, da morte causada por veículos não tripulados, nem do financiamento e provisão de armas que o governo (desde a gestão Obama) tem dado a combatentes que lutam contra o governo sírio, os quais também cometem inúmeras atrocidades – inclusive contra crianças. Acima de tudo, Trump teria que explicar como a sua “compaixão” pelo povo sírio pode ser verdadeira diante de sua decisão (vetada por alguns tribunais federais dos EUA) de banir por completo a aceitação de refugiados sírios no país. Aparentemente, Trump não se importa tanto assim com a morte e o sofrimento de inocentes.

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“O caminho é a luta e não as eleições”: novo giro do PSTU

O caminho é a luta e não as eleições”: novo giro do PSTU

Por Pablo Pedrosa, abril de 2017

Ziguezagues entre uma linha reformista e uma com aparências de revolucionária são a marca maior de organizações centristas. Depois de passar mais de um ano bradando por “Eleições Gerais para por para fora todos os corruptos”, o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados) parece ter abandonado essa palavra de ordem, que já não aparece em seus textos principais desde os fins de 2016. Em recente editorial do jornal Opinião Socialista, o partido simplesmente se esqueceu de seu passado recente e defendeu que:

O caminho para derrotar as reformas de Temer e do Congresso é a luta e não as eleições. A solução não é Lula 2018 como defende o PT. Não dá para esperar. A hora de lutar para vencer é agora. O que os trabalhadores precisam é construir a greve geral e manter sua mobilização permanente contra qualquer ataque que vier. […] A saída é que os trabalhadores governem em conselhos populares. A saída é fazer os banqueiros, as multinacionais e os corruptos pagarem a conta da crise que criaram, começando por suspender o pagamento da dívida pública que suga quase metade do orçamento do país. Um governo socialista dos trabalhadores, que precisa nacionalizar e colocar sob controle dos trabalhadores o sistema financeiro, a propriedade dos corruptos e das multinacionais. Não vamos conseguir isso com eleições, mas com a mobilização dos trabalhadores.” (ênfase nossa)

Editorial: Vamos parar o Brasil, a saída é a luta, é a Greve Geral, 29/03/2017.
http://www.pstu.org.br/editorial-vamos-parar-o-brasil-a-saida-e-a-luta-e-a-greve-geral/

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English Historical Documents Section Update

We call our readers’ attention to the recent additions to our Historical Documents section:

Another Cuba? What Next for Nicaragua?
For Workers and Peasants Government – Not Bourgeois Sandinista Junta!
Spartacist League, August 1979

SWP/USec Criminal Tailism
[Iran:] History Takes its Vengeance
Spartacist League, September 1979

El golpe de Estado en Paraguay (2012)

El golpe de Estado en Paraguay

Originalmente publicado en portugués en julio del 2012, como “Acerca de los recientes eventos en Paraguay”.

Uno de las muchas protestas contra el golpe contra Fernando Lugo [blog Paraguay coltra el Golpe]

ERRATUM (04/03/2017): A pesar de la posición fundamentalmente correcta de oponerse a la destitución de Fernando Lugo (por ser un movimiento reaccionario de la burguesía paraguaya) sin dar ningún apoyo político al entonces presidente del gobierno, o al movimiento por su regreso al poder, nuestro texto es un poco vago acerca de la caracterización del proceso. Al igual que hicimos inicialmente en el juicio político de Dilma Rousseff en Brasil en 2016, no caracterizamos la medida como un golpe de Estado, porque hemos considerado erróneamente que esto implicaba necesariamente un movimiento de las fuerzas armadas (tal como se expresa en el texto).

Recientemente hemos corregido esta posición (ver la Declaración de relaciones fraternas entre el Reagrupamiento Revolucionario y el grupo Qué Hacer?, septiembre de 2016), cuando compreendemos que los golpes pueden ser realizadas por otras instituciones del Estado burgués además de los militares, y que no necesariamente implican un cambio cualitativo de régimen. Por lo tanto, afirmamos que, a pesar de la disposición constitucional del juicio político, las razones dadas por el Congreso de Paraguay en 2012 eran sólo una fachada para una investida reaccionaria contra los trabajadores y campesinos, pasando por encima del presidente electo y la Constitución, consistiendo, por lo tanto, un golpe de Estado. A pesar de la ausencia de dicha caracterización en este artículo, vemos que todavía fornece respuestas correctas para muchas cuestiones planteadas por la lucha de clases.

En el último día 22 de junio, el entonces Presidente de Paraguay, Fernando Lugo, fue destituido de su cargo a través de un proceso “relámpago” de impeachment votado por el Congreso por mayoría absoluta. La acusación: “mal desempeño de sus funciones”. A pesar de haber ocurrido el proceso sin faltar el respeto formalmente a la Constitución del país, sus características muestran la forma con la cual la burguesía paraguaya conduce su Estado. Los eventos se desarrollaron en  aproximadamente 30 horas, mientras un impeachment acostumbra demorar mínimo algunas semanas para que haya tiempo para que la defensa se prepare y también para que sean presentadas pruebas contra el acusado. Diversos movimientos sociales y hasta los gobiernos de países vecinos se opusieran al proceso por considerar su conducción sumaria.

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Partido Obrero (Argentina) e a colaboração de classes com a burguesia

Partido Obrero (Argentina) e a colaboração de classes com a burguesia

Por Icaro Kaleb

Partido Obrero em Buenos Aires, 2006 [Foto: Candelaria Lagos/Télam]

O artigo que segue foi originalmente publicado em fevereiro de 2013, como parte de uma polêmica sobre as incoerências do Partido da Causa Operária (PCO, Brasil) ao criticar outras organizações brasileiras por capitularem a governos e coligações eleitorais de colaboração de classes, ao mesmo tempo em que reivindicam como correto o apoio que eles próprios deram à coligação encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições presidenciais de 1989 e 1994, a qual já agregava alguns setores significativos da burguesia [1]. Nessa polêmica, apontávamos as raízes dessa capitulação do PCO à colaboração de classes no legado programático do Partido Obrero da Argentina, dirigido por Jorge Altamira, com o qual o PCO manteve relações por muitos anos [2]. Pequenas modificações foram feitas para a publicação desse texto como material separado do restante do original.

A questão da “frente popular” era, na época de Leon Trotsky, a “questão principal da estratégia da classe proletária na nossa época” (palavras suas, em Carta ao RSAP holandês, julho de 1936). Hoje, ela possui importância equivalente, dado o papel que organizações “de esquerda” tem cumprindo mundo afora, ao direcionar a classe trabalhadora para o apoio a governos de colaboração de classes. Ironicamente, a maior parte das organizações surgidas após a destruição da Quarta Internacional pelo revisionismo retrocedeu às mesmas concepções combatidas por Trotsky em seu tempo: identificar a “frente popular” (ou coalizações de colaboração de classes) com a classe trabalhadora, defender o apoio eleitoral a elas como algo “tático”, e mesmo tornar-se parte integrante de algumas.

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Partido Obrero (Argentina) y la colaboración de clase con la burguesía

Partido Obrero (Argentina) y la colaboración de clase con la burguesía

Por Icaro Kaleb

Partido Obrero en Buenos Aires, 2006 [Foto: Candelaria Lagos/Télam]

El artículo que sigue fue originalmente publicado en portugués, el mes de  febrero del 2013, como parte de una polémica sobre las incoherencias del Partido da Causa Operária (PCO, Brasil) al criticar a otras organizaciones brasileras por capitular a gobiernos y coligaciones electorales de colaboración de clases, al mismo tiempo en que reivindican como correcto el apoyo que ellos mismos dieron a la coligación encabezada por el Partido de los Trabajadores (PT, que gobernó el Brasil del 2003 hasta el golpe del 2016) en las elecciones presidenciales de 1989 y de 1994, la cual ya agregaba a algunos sectores significativos de la burguesía [1]. En esa polémica, apuntábamos las raíces de esa capitulación del PCO a la colaboración de clases en el legado programático del Partido Obrero de la Argentina, dirigido por Jorge Altamira, con el cual el PCO mantuvo relaciones por muchos años [2]. Pequeñas modificaciones fueron hechas para la publicación de ese texto como material separado del restante del original.

La cuestión del “frente popular” era, en la época de Leon Trotsky, la “cuestión principal de la estrategia de la clase proletaria en nuestra época” (palabras suyas, en Carta al RSAP holandés, mes de julio de 1936). Hoy, posee importancia equivalente, dado el papel que organizaciones “de izquierda” han cumplido mundo afuera, al direccionar a la clase trabajadora para el apoyo a gobiernos de colaboración de clases. Irónicamente, la mayor parte de las organizaciones surgidas después de la destrucción de la Cuarta Internacional por el revisionismo retrocedió a las mismas concepciones combatidas por Trotsky en su tiempo: identificar el “frente popular” (o coaliciones de colaboración de clases) con la clase trabajadora, defender el apoyo electoral como algo “táctico”, y tornarse parte integrante de algunas de ellas.

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A resposta da esquerda dos EUA a Trump e as eleições de 2016

A resposta da esquerda dos EUA a Trump e as eleições de 2016

Colaboração de classes e a importância do programa revolucionário

Por Joseph Donnelly, originalmente publicado em inglês em março de 2017.

Protesto anti-Trump em Los Angeles, 12 de novembro de 2016 [Foto: laweekly.com]

Em 20 de janeiro, Donald J. Trump fez seu juramento para se tornar o 45º Presidente dos Estados Unidos. Sua campanha eleitoral, lançada formalmente em 16 de junho de 2015, se tornou o centro das atenções de muitos ativistas políticos, preocupados com os rumos do país sob sua gestão. Para muitos apoiadores do Partido Democrata, bem como de outros agrupamentos liberais, Donald Trump aparentou ser uma ótima forma de agregar pessoas à sua causa – segundo eles, se você não escolher um liberal Democrata (como Hillary Clinton), você estará escolhendo Trump. Já fazem pelo menos uns cem anos que os revolucionários tem se confrontado com esse tipo de lógica, de escolher o “mal menor”. E nós sempre apontamos que se trata de um argumento para dar apoio a forças burguesas – levando a desarmar e a desmobilizar a independência das lutas de classes. Ainda assim, muitas pessoas e organizações que se reivindicam revolucionárias caem nesse conto.

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Revista Reagrupamento Revolucionário n. 09

É com alegria que anunciamos a nossos leitores e leitoras o lançamento de mais uma edição da revista Reagrupamento Revolucionário. É possível ler online, através dos links do sumário abaixo, baixar a versão PDF, ou obter a versão impressa com nossos militantes. Boa leitura!

Reagrupamento Revolucionário n. 09
Download (PDF)

LEIA ONLINE


CONFIRA TAMBÉM, APENAS EM NOSSO SITE:

The Response of the U.S. Left to Trump and the 2016 Election

The Response of the U.S. Left to Trump and the 2016 Election

Class Collaborationism and the Importance of Revolutionary Program

By Joseph Donnelly, March 2017.

Anti-Trump march in Los Angeles, November 12, 2016 [Photo: laweekly.com]

On January 20th, Donald J. Trump was sworn in to become to the 45th President of the United States. Formally launched on June 16, 2015, Donald Trump’s campaign had been the center of many political activists’ attention who worry about what Trump’s America would look like. For many Democrats and other liberal political bodies, Donald Trump seemed to be the perfect rallying cry to their cause – if you don’t choose the liberal Democrat (like Hillary Clinton), you’re choosing Trump, or so the argument goes. Revolutionaries, like ourselves, have dealt with this “lesser evil” argument for hundreds of years. And always, we state, it is an argument for giving political support to bourgeois forces, leading to the disarming and demobilization of independent class struggles. Still, many nominally revolutionary persons and organizations give into it.

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A esquerda ante a crise brasileira

Estratégia revolucionária versus ilusões na institucionalidade burguesa

A esquerda ante a crise brasileira

Por Icaro Kaleb e Marcio Torres, março de 2017.

Protesto pelo “Fora Temer” na Av. Paulista (São Paulo), 04 de setembro de 2016. Na foto é possível ver faixas de diferentes grupos, com alguns dos eixos aqui debatidos. [foto: Portal da RMC]

Recentemente nós do Reagrupamento Revolucionário publicamos um artigo de análise da atual conjuntura nacional, que é marcada, de um lado, por uma profunda crise política nas instituições burguesas, com lutas intestinas ocorrendo nos bastidores, e, por outro, pela existência de uma sólida “frente única” da burguesia e seus representantes institucionais em relação aos duros ataques à classe trabalhadora. Também abordamos elementos preocupantes, como o crescimento da extrema direita, e a ausência até o momento de um instrumento capaz de unificar e expandir a resistência proletária e popular a tais ataques. Em tal artigo, realizamos algumas polêmicas pontuais com análises e posições da esquerda das quais discordamos e apresentamos o que encaramos serem os elementos básicos de um programa classista e revolucionário ante a atual conjuntura. (Ver A crise política brasileira e a necessidade de um programa classista e revolucionário, fevereiro de 2016: https://rr4i.milharal.org/2017/02/16/a-crise-politica-brasileira-e-a-necessidade-de-um-programa-classista-e-revolucionario/).

Já no presente artigo, pretendemos focar em um debate de estratégia (como fazer tal programa triunfar) e nas diferentes respostas que a esquerda socialista brasileira tem dado para esse quadro extremamente complexo. Apesar de praticamente cada organização apontar um programa diferente, se verá que todas têm em comum o fato de se circunscreverem à institucionalidade burguesa, não colocando, ou colocando de forma completamente secundária na sua agitação cotidiana, a necessidade de superá-la. Ademais, nenhuma delas está seriamente engajada na construção de uma frente nacional de lutas, capaz erguer a defesa proletária e popular aos ataques da “frente única” pró-austeridade da burguesia. As que estão defendendo algum tipo de frente nacional, partem de um modelo bastante equivocado e até contraproducente, conforme detalharemos adiante.

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8 de Março | Coletânea “Marxismo & Emancipação da Mulher”

Nesse 8 de março, leia e divulgue nosso livreto COLETÂNEA MARXISMO & EMANCIPAÇÃO DA MULHER, que contém materiais do RR e de organizações revolucionárias cujo legado histórico nós reivindicamos:

Download (PDF 3,5 MB)

Conteúdo Online:
Marxismo, feminismo e a libertação da mulher (TBI, 1997)
Sobre marxismo e feminismo (RR, 2009)
Garota de 17 anos morre de aborto (SWP, 1958)
Feminismo e pânico moral (TBI, 1986)
Debate com o PSTU sobre as “delegacias da mulher” (RR, 2013)
As mulheres e a Revolução Permanente (SL, 1973)
O Comunismo e a família (Alexandra Kollontai, 1920)
O Termidor no lar (Leon Trotsky, 1936)

A Biografia da Liquidação (1953)

A biografia da liquidação

2ª Conferência Internacional da Quarta Internacional (Paris, 1946). Nesse encontro foram assentadas as bases para a reorganização do movimento no pós-guerra, incluindo algumas das confusões teóricas e analíticas que mais tarde se desdobraram em profundas polêmicas, como sobre a caracterzação do Leste Europeu. Da esquerda para direita: Pierre Favre (PCI francês), Sal Santen (RCP holandês), Pierre Frank (PCI francês), Jock Haston (RCP inglês), Colin de Silva (LSSP cingalês) e Grandizo Munis (grupo espanhol exilado).

[Um dos principais documentos da “Tendência Vern-Ryan” do SWP dos EUA. Escrito por Dennis Vern em 26 de fevereiro de 1953, esse material foi originalmente publicado no vol. 15, n. 5 (p. 18-36) do Boletim Interno (Internal Bulletin) do SWP, em março de 1953. Possuímos um acordo geral com a posição do autor sobre os acontecimentos do pós-Segunda Guerra e a caracterização da burocracia stalinista, assim como sua crítica aos erros da direção da Quarta Internacional e do SWP. Porém, não aderimos acriticamente a todos os argumentos ou formulações secundários do texto. Para uma síntese das posições internas da Quarta Internacional diante da crise que é abordada neste artigo, veja O movimento trotskista internacional e as revoluções do pós-guerra (1944-63). Documento traduzido pelo Reagrupamento Revolucionário em fevereiro de 2017 a partir da versão original em inglês, disponível em: https://www.marxists.org/history/etol//document/swp-us/idb/swp-1946-59/v15n05-1953-ib.pdf]

Na política, assim como na natureza, não existe desperdício: na vasta luta entre classes, todos os restos e dejetos no quintal de uma classe são inevitavelmente usados no ataque do seu inimigo de classe. Por esse motivo, a política tem uma óbvia e evidente lógica própria; e em última análise é a única ciência que a tem.

As decisões do Terceiro Congresso Mundial [da Quarta Internacional, de 1951] foram adotadas de forma praticamente unânime. O CN [Comitê Nacional] do SWP aprovou a linha geral das resoluções do congresso sem um voto contrário sequer. Entretanto, a história levou do congresso unânime ao confuso e debilitante racha da seção francesa. No SWP, duas frações principais estão se formando e há rumor de que um período de luta fracional se encontra à nossa frente. Claramente, a unanimidade não é tudo.

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Liga Espartaquista (EUA) na beira do penhasco – que os trotskistas saiam já! (1985)

A estrada para Jimslândia

Liga Espartaquista (EUA) na beira do penhasco – que os trotskistas saiam já!

Foto dos “Vingadores Vermelhos” publicada no jornal Young Spartacus de dez.1984/jan.1985

[Artigo originalmente publicado no Boletim da Tendência Externa da tendência Espartaquista Internacional (ET/iSt) n. 4, de maio 1985, pelo grupo que daria origem à Tendência Bolchevique (hoje Tendência Bolchevique Internacional, TBI). Tradução para o português realizada pelo Reagrupamento Revolucionário em fevereiro de 2017 a partir da versão disponível em http://www.bolshevik.org/ETB/Rtj.html ]

Em Novembro de 1984, quadros da Liga Espartaquista dos EUA (SL) vestiram chapéus de bruxa, narizes falsos, máscaras de porco e itens nazistas e desfilaram ao redor da Universidade Estadual de San Francisco, se apresentando como os “Vingadores Vermelhos (Red Avangers) da Liga Espartaquista Jovem clandestina” [a SYL, na sigla em inglês, era a juventude da SL]. Com isso, a liderança SL anunciou para a esquerda, para suas próprias fileiras e a quem mais estivesse interessado que a gradual transformação molecular da sua organização em uma seita obediente (um processo que estava em curso há alguns anos) tinha chegado ao ponto de não retorno. Enquanto isso, nas docas do outro lado da cidade, a Liga Espartaquista estava fazendo o seu melhor para destruir um boicote de 11 dias a cargas da África do Sul – a greve política mais importante de qualquer seção do proletariado americano em décadas. Esses dois eventos são resultado de uma longa série de desvios políticos em relação ao trotskismo. Tomadas em conjunto, eles demonstram que, mantendo-se formalmente “ortodoxa” em uma vasta gama de questões políticas historicamente derivadas, no mundo real a ruptura da SL com seu passado revolucionário está qualitativamente completa.

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A crise política brasileira e a necessidade de um programa classista e revolucionário

A crise política brasileira e a necessidade de um programa classista e revolucionário

Fevereiro de 2017

Grande manifestação em Brasília dezembro passado, contra a PEC 241/55, duramente reprimida [foto: ASFOC]

[Pequenas alterações e correções neste texto foram realizadas no dia 18/02/2017]

Está consolidado o golpe de Estado realizado pelo Congresso e Judiciário, com auxílio chave da Polícia Federal. O golpe claramente veio para, dentre outras coisas, aprofundar em ritmo e intensidade os ataques à classe trabalhadora, os quais já haviam se iniciado sob a gestão de Dilma e do PT. A conclusão prática é que, pelo menos pelo próximo período político, a luta central deverá ter caráter defensivo, com o objetivo de resistir a tais ataques. Qualquer ilusão na possibilidade de anulação do impeachment de Dilma, ou ainda uma tentativa de emplacar um “volta Dilma” (como o que deseja o Partido da Causa Operária, PCO [1]) não só será infrutífera, como desviará criminosamente o foco da luta contra tais ataques.

As estimativas de que o governo golpista seria “fraco” entre aqueles que defendiam o “Fora Dilma” (caso do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, PSTU [2]) não bateram com a realidade. O governo Temer é governo altamente impopular, segundo recentes pesquisas de opinião, e vem sofrendo sistematicamente com envolvimentos de seu alto escalão em diversos escândalos de corrupção. Além disso, há vários indícios de que o PSDB, que tem conquistado cada vez mais espaço nesse alto escalão, tem travado uma luta contra o PMDB por detrás das cortinas, com o apoio do judiciário, que o tem blindado ao mesmo tempo em que tem caçado diversos “caciques” peemedebistas país afora. Todavia, isso tudo não significa necessariamente “fraqueza” do governo quando ele é apoiado pelo grosso do grande capital nacional e imperialista e por praticamente todos os partidos burgueses, além de seguir sendo blindado pelo cada vez mais autônomo e superpoderoso STF. Dessa forma, tem conseguido aprovar sua agenda de ataques sem grandes dificuldades (no que a atual incapacidade da esquerda de erguer uma poderosa resistência classista também tem que ser levada em conta).

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NOVO EMAIL | NEW EMAIL | NUEVO CORREO ELECTRÔNICO

[PORTUGUÊS]
Gostaríamos de informar nossos leitores que trocamos nosso endereço de e-mail para rr-4i@krutt.org
Esse novo e-mail está hospedado no autistici.org, um provedor de serviços de e-mails seguros para coletivos e grupos de esquerda.
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[ENGLISH]
We would like to inform our readers that we switched our e-mail address to
rr-4i@krutt.org
This new e-mail is hosted at autistici.org, an e-mail service provider for letf-wing groups.
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[ESPAÑOL]
Nos gustaría informar a nuestros lectores que cambiamos nuestra dirección de correo electrónico a rr-4i@krutt.org
Este nuevo correo electrónico está alojado en autistici.org, un proveedor de servicios de correo electrónico para grupos de izquierda.

Postagem de ano novo | New year’s eve post | Post de año nuevo

Seguindo nossa tradição, todo final de ano postamos um material histórico de estímulo à determinação e à vontade revolucionária de nossos militantes, apoiadores e simpatizantes. Esse ano escolhemos um trecho da autobiografia de Leon Trotsky (Minha Vida, 1930) no qual o revolucionário fala de seu exílio forçado, do significado histórico da Revolução Soviética e de seu destino pessoal. Acesse clicando aqui: O Planeta sem Visto – Leon Trotsky (1930).

Following our tradition, every new year’s eve we post a historical material dedicated to the revolutionary will and determination of our members, supporters and sympathizers. This year we chose an excerpt of Leon Trotsky’s autobiography (My Life, 1930) in which the revolutionary deals with his forced exile, the historical meaning of the Soviet Revolution and his personal fate. Access by clicking here: The Planet Without a Visa – Leon Trotsky (1930).

Seguiendo nuestra tradición, cada fin de año publicamos un material histórico de estímulo a la determinación y la voluntad revolucionaria de nuestros miembros, apoyadores e simpatizantes. Este año eligimos un extracto de la autobriografia de Leon Trotsky (Mi Vida, 1930), en que el revolucionario trata de su exilio forzado, del significado histórico de la Revolución Soviética y de su destino personal. Para accesar, hace clic aqui: El Planeta sin Visado – Leon Trotsky (1930).

Ocupar tudo com greve estudantil! (Panfleto)

Ocupar tudo com greve estudantil!

Por uma universidade dos trabalhadores, derrotar a PEC 241/55 e a MP do ensino médio!

Reproduzimos a seguir panfleto que temos distribuído em unidades da UFRJ desde novembro de 2016.

No dia 04 de novembro, centenas de estudantes da UFRJ realizaram uma assembleia que decidiu pela ocupação da Reitoria a partir do dia 07, contra a PEC 241/55 e a MP do Ensino Médio. A “PEC do fim do mundo” significará cortes e congelamento do orçamento das áreas sociais, tendo efeitos nefastos nas educação pública, na assistência estudantil e na vida dos estudantes mais pobres e da classe trabalhadora. A MP do Ensino Médio irá restringir o acesso dos jovens trabalhadores à educação e elitizar ainda mais o ensino superior.

Mais de mil unidades escolares e universitárias já se encontram ocupadas pelo país afora, em um poderoso movimento que tem o potencial de barrar esss ataques, caso se unifique e se expanda para mobilizações que envolvam a classe trabalhadora. Porém, o Diretório Central de Estudantes (DCE) da UFRJ – dirigido por vários coletivos, como “Não vamos pagar nada”, Correnteza, UJC e “Quem vem com tudo não cansa” – NÃO defende a paralisação das aulas na universidade. Ocupar os prédios e deixar as atividades seguirem como se nada estivesse acontecendo não basta. Parar as aulas é um elemento fundamental para prestar solidariedade ativa à greve em andamento dos técnicos-administrativos e causar mais impacto, com vistas a derrotar as medidas do governo golpista. Frente a esse cenário, nós do Reagrupamento Revolucionário estamos defendendo:

  • Ocupação com greve estudantil: fazer piquetes e trancaços em todos os prédios! Apoio ativo à greve dos técnicos-administrativos!
  • Unidade pela base: eleger representantes revogáveis pela base em todos as unidades ocupadas para unificar o movimento de forma democrática! Formar um comando de luta da UFRJ!
  • Por uma frente nacional de lutas: incentivar a formação de um comando estadual de ocupações, rumo a uma frente nacional de lutas, democrática e pela base, que erga uma poderosa resistência estudantil e proletária aos ataques do governo golpista e do judiciário!
  • Universidade para a classe trabalhadora: efetivação dos terceirizados e das terceirizadas com plenos direitos! O orçamento da UFRJ deve ser para assistência aos estudantes e trabalhadores (creches, restaurantes universitários, alojamentos), não para pagar empresas privadas! Lutar pelo fim do vestibular/ENEM e pelo livre acesso! Expandir a rede pública estatizando sem indenização as empresas privadas de ensino! Exigir da Reitoria começar obras para um bandejão no centro e acelerar a obra na PV, os estudantes tem fome!
  • Gestão democrática: que os estudantes, funcionários/terceirizados e professores tenham o poder de decidir os rumos da universidade, através de uma gestão tripartite!
  • Rechaçar as provocações direitistas e reacionárias, como a do “UFRJ Livre” e MBL, de todas as maneiras necessárias! Diego não será esquecido!
  • Nenhuma confiança nos ex-governistas do PT e PCdoB! Não esquecer que Dilma já vinha encaminhando pesados ataques à educação pública e à classe trabalhadora!

O movimento trotskista internacional e as revoluções do pós-guerra (1944-1963)

O movimento trotskista internacional e as revoluções do pós-guerra (1944-1963)

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Reproduzimos a seguir um artigo sobre a história da fragmentação do trotskismo no pós Segunda Guerra Mundial com o qual possuímos acordo em termos gerais. Ele foi escrito pelo historiador Marcio Lauria Monteiro e foi originalmente publicado pela revista Outubro n. 27, de novembro de 2016 (disponível em http://outubrorevista.com.br/o-movimento-trotskista-internacional-e-as-revolucoes-do-pos-guerra/). Acrescentamos uma seção extra que nos foi fornecida pelo autor, excluída da versão original por questões de espaço.

A Quarta Internacional foi fundada em 1938 por Leon Trotsky, após o abandono da condição de fração externa que a Oposição de Esquerda Internacional manteve diante da Comintern até 1934 e a sua opção de se tornar um novo partido internacional. Mas, desde a sua fundação, ela se encontrava bastante fragilizada, uma vez que praticamente toda a direção da antiga oposição fora assassinada pelos stalinistas ao longo da década de 1930, tendo Leon Trotski o mesmo destino em 1940. Assim, somando uma liderança frágil às duras condições impostas pela Segunda Guerra Mundial, a nova Internacional, na prática, deixou de existir durante o começo dos anos 1940, vindo a ser reorganizada ao longo de 1944-1948, a partir da soma dos esforços de uma nova geração ativistas europeus sob a liderança do Socialist Workers Party (SWP) dos Estados Unidos.

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Os problemas do MAIS e o legado do PSTU

Os problemas do MAIS e o legado do PSTU/LIT

É preciso romper com o morenismo para não ser “mais do mesmo”

Pablo Pedrosa, novembro de 2016

Faixa conjunta entre o MAIS e o Juntos (PSOL) defendendo a realização de

Faixa conjunta entre o MAIS e o Juntos (PSOL) defendendo a realização de

Ao completar 22 anos, o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) tem pouco a comemorar: o partido sofreu um enorme racha depois de perder vários membros nos últimos três anos. Com centenas de militantes, entre eles históricos dirigentes como Valério Arcary, o novo grupo lançou seu manifesto “Arrancar Alegria ao Futuro” e logo organizou-se com o nome de MAIS (Movimento por uma Alternativa Independente Socialista). Há cerca de um ano, ex-militantes do PSTU também reuniram-se em um outro grupo, consideravelmente menor, o Movimento ao Socialismo (MAS). Esses dois movimentos romperam em momentos e contextos distintos, mas tinham algumas posições em comum. Em especial a discordância com a política nacional do PSTU, sobre o impeachment da presidenta Dilma – o PSTU dizia que o impeachment era “insuficiente” e lançou a palavra de ordem: “Fora Todos Eles, Eleições Gerais Já!”, dizendo que a saída de Dilma correspondia à vontade dos trabalhadores (independentemente de como se desse). E também a crítica ao isolamento do partido do restante da esquerda, especialmente a oposição da direção nacional a uma frente eleitoral com o PSOL em 2016. Ambos os rachas defendem oposição ao impeachment, sem se comprometer com o governo Dilma. Também defendem a formação de uma Frente de Esquerda contra a política de “ajuste fiscal”, aglutinando partidos como o PSOL, PCB, PSTU, movimentos como o MST e MTST e organizações sindicais como a CSP-Conlutas.

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New issue of Revolutionary Regroupment

We happily announce the publication of a new issue of our journal, Revolutionary Regroupment. Check out the contents and download the PDF or read it online:

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