Arquivo do autor:rr4i

Organizar a luta contra as “reformas” de Bolsonaro! (panfleto)

Por que PT, PCdoB, PSOL e os sindicatos não estão organizando a resistência?

Com a crise do governo Bolsonaro, está mais claro que nunca que a “esquerda” institucional (PT e PCdoB) não quer fazer uma oposição séria à Reforma da Previdência e demais ataques, assim como não fez contra os ataques de Temer aos direitos dos trabalhadores. A cúpula do PT não quer se opor aos interesses do patronato porque espera voltar a governar com essa mesma classe podre de capitalistas, ruralistas, grandes acionistas de bancos e partidos corruptos com quem já governaram Lula e Dilma. Como a classe dominante aposta no governo Bolsonaro pra assegurar seus lucros e riquezas, explorando ainda mais o povo, essa falsa esquerda se submete aos interesses deles. Na correia dessa “esquerda” falida vão o PSOL e as direções das centrais sindicais.

O PSOL se concentra em fazer discursos e aparições no Congresso, mas os seus deputados não querem usar sua posição para construir uma luta junto com os trabalhadores e o povo. Eles esperam que a Reforma da Previdência seja evitada na votação no Congresso ou na Justiça por desgaste do governo Bolsonaro. Mas picuinhas entre parlamentares no máximo só vão adiá-la: salvo exceções isoladas e cada vez mais raras, a grande maioria dos parlamentares deve suas cadeiras aos empresários que bancaram suas campanhas. A direção do PSOL acha que uma luta real contra a Reforma é “radicalismo irresponsável”. Como o PT, eles acreditam que a solução da crise é o PSOL ser eleito pelo povo pra governar o capitalismo de forma “humana” com o “patronato responsável”, como Boulos deixou claro ano passado. “Responsabilidade” para eles significa deixar o povo se lascar na mão do Congresso até lá.

Continuar lendo

Revista Reagrupamento Revolucionário n. 13

É com alegria que anunciamos a nossos leitores e leitoras o lançamento de mais uma edição da revista Reagrupamento Revolucionário. É possível ler online, através dos links do sumário abaixo, baixar a versão PDF, ou obter a versão impressa com nossos militantes. Boa leitura!

Reagrupamento Revolucionário n. 13
Download (PDF)

LEIA ONLINE:

O que esperar do governo Bolsonaro e como organizar a resistência aos ataques à classe trabalhadora, mulheres, negros e LGBTs?
Frente de Esquerda Socialista” ou Frente Única?
Aos 50 anos de Maio de 68, “faz calor na França”:o movimento dos coletes amarelos e a revolta popular contra o aumento do custo de vida
Abaixo às ameaças contra a Venezuela! Nenhuma confiança no regime autoritário de Maduro!

Leia também (apenas online): Polônia: a classe trabalhadora contra a “Boa Mudança”

“Frente de Esquerda Socialista” ou Frente Única?

Resposta à “Carta Aberta de Trabalhadores Independentes Em Defesa da Reorganização da Esquerda Classista e Combativa”

Escrito por Gabriel Diaz, março de 2019.

Em 28 de janeiro, uma assembleia de militantes independentes, impulsionada por um núcleo de ex-militantes do MRT, em São Paulo, lançou um blog chamado “Esquerda Classista” e publicou uma “Carta Aberta”  sobre a necessidade de reorganização da esquerda (disponível em: http://tinyurl.com/esquerdaclassista). Concordamos com o essencial da análise da conjuntura da Carta, de que vivemos um momento de duros ataques do capital, da falta de interesse do PT e da direção do PSOL em realizar uma resistência efetiva nas ruas e locais de trabalho e da necessidade de organizar essa resistência sem ilusões na justiça ou parlamento do Estado burguês. Todavia, discordamos profundamente do método proposto de como levar a cabo essas tarefas, o de criar uma “frente de esquerda dos trabalhadores”, ou um “partido de trabalhadores independente”, que sejam um bloco programático entre os grupos da esquerda socialista. Infelizmente não pudemos estar presentes na assembleia para apresentar nosso ponto de vista, e também houve uma série de atitudes negativas da parte dos impulsionares da proposta diante da nossa discordância.

Essa perspectiva, de formar um bloco programático entre os diferentes grupos socialistas, é levantada com frequência por vários setores da esquerda socialista brasileira, mais comumente sob o nome de “Frente de Esquerda Socialista” (FES), que utilizaremos aqui. O PSTU até recentemente sempre chamava por uma frente eleitoral “socialista” com PSOL; o PCB tem como uma das suas propostas centrais a organização de uma frente permanente (não só eleitoral) junto ao PSOL, PSTU e outros grupos; e nos últimos anos várias organizações fizeram propostas similares de formar uma FES.

Encaramos que a perspectiva da FES, ou qualquer outro nome que seja dado ao mesmo conteúdo, de um bloco programático entre vários grupos socialistas, é equivocada. Ao invés disso, temos insistido na necessidade de construção de uma frente nacional de lutas, que tome a forma de uma Frente Única entre as organizações socialistas, sindicais e movimentos sociais, para resistir aos ataques do grande capital de forma unificada, mas com independência programática dos grupos envolvidos.

Continuar lendo

Precz z groźbami imperialistów przeciw Wenezueli! 

Żadnego zaufania do autorytarnego reżimu Maduro

Oświadczenie przyjęte przez I Konferencję Krajową Przegrupowania Rewolucyjnego (Brazylia) w styczniu 2019

10 stycznia, Nicolas Maduro został zaprzysiężony na swoją drugą kadencję jako prezydent Wenezueli podczas gdy jego reżim idzie coraz dalej w kierunku autorytaryzmu. W tym momencie, szybko dokonuje przejścia od półdemokratycznego bonapartyzmu jakim był za Chaveza w zwykłą dyktaturę, mocno opartą na wojsku. Dzieje się tak z powodu znacznej utraty popularności po śmierci Hugo Chaveza, po której nastąpił głęboki kryzys gospodarczy obecnie nękający kraj. W zeszłym roku, stopa inflacji przekroczyła 1000%, doprowadzając do poważnego pogorszenia warunków życiowych ludności, zwłaszcza klasy robotniczej.

Continuar lendo

Polônia: a classe trabalhadora contra a “Boa Mudança”

Protesto durante a “Greve de Mulheres” contra a proibição total do aborto.

[Traduzimos para o português este artigo escrito em novembro de 2018 por M. Krakowski, simpatizante do Reagrupamento Revolucionário em Varsóvia, Polônia. Consideramos que a situação política nesse país apresenta muitos traços similares com rumos que o governo Bolsonaro pretende tomar à frente do Estado burguês no Brasil, o que torna a leitura ainda mais importante para os trabalhadores e revolucionários do nosso país].

Este é o terceiro ano desde que o partido de extrema-direita Lei e Justiça (Prawo i Sprawiedliwość – PiS) venceu as eleições parlamentares na Polônia, tornando-se o primeiro partido na história da Terceira República Polonesa a controlar simultaneamente a presidência, o senado e o Sejm (as duas casas do Parlamento) com uma maioria absoluta, o que lhe permite formar praticamente um governo de partido único.

Continuar lendo

O que esperar do governo Bolsonaro e como organizar a resistência aos ataques à classe trabalhadora, mulheres, negros e LGBTs?

Por Rafael Ferreira e Marcio Torres, dezembro de 2018-janeiro de 2019.

As eleições foram uma vitória para os grandes empresários, banqueiros, latifundiários e grandes empresas estrangeiras. Sua agenda já vinha sendo aplicada por Temer, como a Reforma Trabalhista e do Ensino, mas esse governo já estava exausto e odiado, sobrevivendo só graças ao imobilismo das burocracias sindicais e da oposição “comportada” do PT e PSOL. Com Bolsonaro e o novo Congresso, apesar dos discursos demagógicos de “mudança” e “renovação”, os grandes capitalistas terão um governo ainda mais comprometido com os ataques aos direitos e condições de vida dos trabalhadores, em prol do aumento dos lucros, mas com certo apoio popular. Isso de forma alguma quer dizer que uma vitória eleitoral de Haddad seria contrária aos interesses das classes dominantes, pois seu programa era ainda mais recuado do que o que vigorou sob Lula e Dilma, prevendo um alinhamento com pontos chaves da agenda neoliberal e com as demandas patronais por “austeridade” (para o povo trabalhador, é claro) [1].

Continuar lendo

¡Abajo las amenazas contra Venezuela! ¡Ninguna confianza en el régimen autoritario de Maduro!

Declaración de posición adoptada por el I Congreso Nacional del Reagrupamiento Revolucionario, enero de 2019.

Un llamamiento para ayudar a traducir artículos: este artículo fue traducido al español por hablantes no nativos y nos disculpamos por cualquier error ortográfico y otros errores que pueda contener. El Reagrupamiento Revolucionario tiene una perspectiva internacionalista y queremos que nuestra literatura política esté disponible en otros idiomas. Si desea ayudarnos en este objetivo internacionalista traduciendo nuestros artículos o brindando apoyo para mejorar nuestras traducciones, contáctenos en rr-4i@krutt.org. ¡Gracias!

El 10 de enero, Nicolás Maduro juró su segundo mandato como presidente de Venezuela a medida que su régimen se desarrolla más y más hacia el autoritarismo. En este momento, está pasando rápidamente del bonapartismo semidemocrático que estaba bajo Chávez a una dictadura total, basada en gran medida en el ejército. Esto está sucediendo debido a una considerable pérdida de popularidad después del fallecimiento de Hugo Chávez, seguido de una profunda crisis económica que actualmente afecta al país. El año pasado, las tasas de inflación superaron el 1000%, lo que llevó a una severa degradación de las condiciones de vida de la población, especialmente de la clase trabajadora.

Continuar lendo

Down with the imperialist threats against Venezuela! No trust in Maduro’s authoritarian regime

Statement approved by the First National Conference of Revolutionary Regroupment (Brazil) in January 2019

An appeal for help translating articles: this article was translated to English by non-native speakers and we apologize for any misspelling and other errors it may contain. Revolutionary Regroupment has an internationalist perspective of growing around the globe and we want to make more of our political literature available in English and other languages. If you want to help us in this internationalist goal by translating our articles or providing support to improve our translations, please contact us at rr-4i@krutt.org. Thank you!

On January 10th, Nicolas Maduro was sworn in for his second term as Venezuela’s president as his regime develops further and further towards authoritarianism. Right now, it is quickly transitioning from the semi-democratic Bonapartism it was under Chavez to a sheer dictatorship, heavily based on the military. This is happening due to a considerable loss in popularity after Hugo Chavez’s passing, followed by a deep economic crisis currently hitting the country. Last year, inflation rates went over 1000%, leading to severe degradation of the population’s living conditions, specially the working class.

Continuar lendo

50 lat po maju ’68, „we Francji robi się gorąco”: ruch żółtych kamizelek i powszechna rewolta przeciwko podwyższeniu kosztów życia

Marcio Torres, grudzień 2018-styczeń 2019. Pierwotnie opublikowane w języku portugalskim 17 stycznia

Koniec listopada i miesiąc grudzień były naznaczone, w wiadomościach międzynarodowych, przez ruch „żółtych kamizelek” we Francji (giletes jaunes po francusku). Seria protestów, które mają miejsce w całym kraju w soboty począwszy od 17 grudnia i różne mniejsze protesty między weekendami w różnych miasta, została sprowokowana podwyższeniem cen paliwa, w kontekście podwyższenia kosztów życia w ogólności. Kamizelki w krzykliwym kolorze są obowiązkowym elementem bezpieczeństwa kierowców, więc ich użycie jako symbolu już pokazuje niejednorodność manifestacji, złożonych z różnych sektorów społecznych i z poparciem szerokiego wachlarza politycznego rozciągającego się od socjalizmu rewolucyjnego po „suwerenną” (będącą za wyjściem z Unii Europejskiej) prawicę. Poparcie społeczne jest tak wysokie, że żadna partia burżuazji nie odważyła się potępić dni manifestacji ulicznych i nawet prezydent, Emmanuel Macron (ochrzczony „prezydentem bogatych” przez manifestantów, mając zaledwie 23% poparcia na początku grudnia), powiedział że „rozumie gniew” ludności.

Continuar lendo

The Yellow Vests’ movement in France

50 years after the May 1968 events, “It is hot in France”
The ‘Yellow Vests’ movement and the popular revolt against the rising cost of living

By Marcio Torres, December 2018-January 2019

An appeal for help translating articles: this article was translated to English by non-native speakers and we apologize for any misspelling and other errors it may contain. Revolutionary Regroupment has an internationalist perspective of growing around the globe and we want to make more of our political literature available in English and other languages. If you want to help us in this internationalist goal by translating our articles or providing support to improve our translations, please contact us at rr-4i@krutt.org. Thank you!

By late November and early December 2018, the “Yellow Vests” (Les Gilets Jaunes) in France took the headlines of most international media outlets. Protests have happened all Saturdays since November 17, along with smaller protests in some towns in week days. It was initiated by a rise in the gas prices, amid a context of general rise in the cost of living.

Continuar lendo

Abaixo às ameaças contra a Venezuela! Nenhuma confiança no regime autoritário de Maduro!

Declaração de posição adotada pelo I Congresso Nacional do Reagrupamento Revolucionário, janeiro de 2019.

No último dia 10 de janeiro Nicolás Maduro assumiu seu segundo mandato como presidente da Venezuela, em meio a um crescente fechamento do regime, que cada vez mais passa de um bonapartismo semidemocrático a uma ditadura pura e simples, pesadamente apoiada nas forças militares. Isso ocorre em contexto de considerável perda de apoio popular que se seguiu à morte de Chávez e de pesada depressão econômica, que chegou a envolver uma inflação de mais de 1000% ao ano no ano passado, levando a uma pesadíssima degradação das condições de vida da população, em especial da classe trabalhadora. Conforme analisamos em artigo de julho-agosto de 2017 [1], a perda de popularidade do chavismo levou à vitória da oposição de direita nas últimas eleições legislativas de 2016, e na jornada de manifestações populares lideradas por tal setor ao longo do ano passado. Já o crescente fechamento do regime pode ser visto na dissolução de fato do legislativo, substituído por uma constituinte cujas regras eleitorais violaram o sufrágio universal para favorecer uma maioria do PSUV, prisões de lideranças e manifestantes de oposição, perseguição a membros do judiciário, incluindo aí chavistas críticos a Maduro, dentre outros elementos.

Continuar lendo

Aos 50 anos de Maio de 68, “faz calor na França”: o movimento dos coletes amarelos e a revolta popular contra o aumento dos custos de vida

Por Marcio Torres, dezembro de 2018-janeiro de 2019

O final de novembro e o mês de dezembro foram marcados, no noticiário internacional, pelo movimento dos “coletes amarelos” na França (giletes jaunes em francês). A série de protestos, que vem ocorrendo em todo o país aos sábados desde 17 de novembro e com vários outros protestos menores entre os finais de semana em várias cidades, foi provocado por um aumento no preço dos combustíveis, em um contexto de aumento do custo de vida em geral. Os coletes de cor chamativa são um item de segurança obrigatório nos veículos, então seu uso como símbolo já mostra a heterogeneidade das manifestações, compostas por diferentes setores sociais e com apoio de amplo arco político que vai do socialismo revolucionário à direita “soberanista” (pró saída da União Europeia). O apoio popular é tão grande que nenhum partido da burguesia ousou condenar as jornadas de manifestações de rua e até o presidente, Emmanuel Macron (apelidado de “presidente dos ricos” pelos manifestantes, tendo meros 23% de aprovação no começo de dezembro), disse “entender a raiva” da população.

Continuar lendo

Organizar a resistência contra Bolsonaro: por uma frente de lutas e uma greve geral para barrar os ataques! (panfleto)

[Reproduzimos aqui panfleto que temos distribuído em diferentes locais desde o fim das eleições. Diante da paralisia da burocracia sindical para barrar a reforma da previdência e seu foco em negociar um ataque “menor pior”, reafirmamos a urgência de construção de comitês de mobilização pela base e a necessidade de uma greve geral para derrubar esse e outros ataques! para uma análise mais detalhada da conjuntura nacional, sugerimos o artigo O que esperar do governo Bolsonaro e como organizar a resistência aos ataques à classe trabalhadora, mulheres, negros e LGBTs?]

As eleições foram uma vitória para os grandes empresários, banqueiros e latifundiários. Sua agenda já vinha sendo aplicada por Temer, como a reforma trabalhista e do ensino, mas esse governo já estava exausto e odiado, sobrevivendo só graças ao imobilismo das burocracias sindicais e da oposição “comportada” do PT e PSOL. Com Bolsonaro, apesar dos discursos demagógicos de “mudança” e “renovação”, os grandes capitalistas terão um governo ainda mais comprometido com os ataques aos direitos e condições de vida dos trabalhadores, em prol do aumento dos lucros, mas com certo apoio popular. Mas Haddad não era o “oposto”: seu projeto econômico era comprometido com a “austeridade” exigida pelos empresários e quase neoliberal, não merecendo apoio do povo trabalhador.

Com um discurso ultraliberal na economia e baseando-se nos mais atrasados preconceitos, Bolsonaro e seu “super-ministro da economia” Paulo Guedes pretendem aprovar um ataque ainda mais duro à previdência pública, praticamente acabando com ela, além de cortar programas sociais que hoje são direitos básicos, vender o máximo de empresas estatais que conseguir, afrouxar ainda mais as leis trabalhistas, aumentar a entrega de recursos naturais para empresas estrangeiras (principalmente dos Estados Unidos) e prosseguir o desmonte da educação e saúde públicas que Temer vinha fazendo.

A hipocrisia do discurso de “corte de gastos” fica clara diante da ampliação dos gastos estatais com os setores-chave do Estado capitalista, como os aumentos salariais exorbitantes para parlamentares e judiciário e a exclusão dos militares e policiais dos ataques à previdência. E mais claro ainda diante das bilionárias isenções fiscais e perdão de dívidas para setores do grande empresariado. Medidas que certamente serão mantidas pelo novo congresso, que conseguiu ser ainda mais atrelado aos interesses das elites do que o anterior e que tem ainda mais parlamentares reacionários, eleitos na esteira da popularidade de Bolsonaro.

É uma ilusão esperar qualquer medida institucional para frear esses ataques e a piora das condições de vida da classe trabalhadora. O legislativo e o executivo estão na mão de reacionários capachos dos grandes patrões, e o judiciário mostra cada vez mais seu comprometimento com a agenda neoliberal e seu autoritarismo para defende-la. Apenas a organização e luta poderão alterar o futuro sombrio que se avizinha. Sabendo disso, o novo governo já trabalha com a possibilidade de um aprofundamento da lei “antiterrorismo” de Dilma, para criminalizar os movimentos sociais e as mobilizações de resistência.

Mas para que haja resistência, é preciso que os trabalhadores tomem consciência de sua condição e do que está por vir. Ao contrário de Haddad (PT), Boulos (PSOL) e de burocratas sindicais como o presidente da CUT, nós não consideramos Bolsonaro um governo “legitimamente eleito” (como estes afirmaram). As eleições envolveram enormes fraudes (prisão de Lula para ficar de fora da disputa, universidades e sindicatos invadidos pela justiça eleitoral e materiais de campanha apreendidos, 12 milhões em financiamento ilegal para campanha via Whatsapp). Mesmo os que votaram no novo governo (menos de 40% do eleitorado) foram, em sua maioria, enganados por um estelionato eleitoral e por campanhas de mentiras. PT, PSOL e os burocratas acomodados à frente de boa parte dos sindicatos serão uma “oposição comportada”, por dentro das instituições da “democracia” dos patrões e apostando nas próximas eleições.

Não bastasse isso tudo, a chegada de Bolsonaro ao poder reforça os setores as extrema-direita, que durante as eleições já realizaram ataques violentos a negros, LGBTs e opositores em geral. Mas Bolsonaro não pode ser considerado um fascista –fascismo significa um movimento de massas com braços paramilitares paraaniquilar as organizações da classe trabalhadora e instaurar um comando diretodo grande capital, por cima das instituições. Tudo indica que viveremos umfechamento parcial do regime para viabilizar os ataques aos direitos e condições de vida dos trabalhadores, mas por hora Bolsonaro joga o jogo da falsa “democracia” capitalista, negociando com o congresso, o judiciário e as forças armadas.

Existem, portanto, três tarefas fundamentais: a luta contra os ataques aos direitos dos trabalhadores (“reformas”); o combate ao crescente autoritarismo judiciário e policial, especialmente na repressão de greves e movimentos sociais; e barrar o crescimento da extrema-direita truculenta. Para encaminhar tais tarefas, se faz urgente que os setores mais politicamente conscientes da classe trabalhadora construam comitês de mobilização em seus locais de trabalho, estudo ou moradia, articulando a formação de uma frente nacional de lutas que mobilize cada vez mais trabalhadores (com ou sem suas lideranças pelegas), rumo à uma greve geral por tempo indeterminado que derrube as “reformas” e force a burguesia a recuar. Uma vez na ofensiva, os trabalhadores devem lutar pela estatização das grandes empresas e bancos, para que sejam os patrões que paguem pela crise criada por sua própria ganância!

Mas nem uma frente de lutas e nem uma greve geral são suficientes em si. Enquanto durar o capitalismo, continuarão a existir crises econômicas, miséria, guerras e reacionarismo. No Brasi, os ataques ao povo e aos trabalhadores vão continuar enquanto os lucros não retomarem o patamar anterior. Só o socialismo – um governo direto dos trabalhadores, baseado na socialização das riquezas – é uma alternativa real e duradoura. Porém os grupos socialistas brasileiros (PCB, “esquerda do PSOL”) passaram os últimos anos dando cobertura “pela esquerda” à conciliação de classes defendida pelo PT, PCdoB, e pela ala majoritária do PSOL, ou propondo falsas soluções que não rompem com o capitalismo e a “democracia” dos ricos, como “Assembleia Constituinte” (MRT-Esquerda Diário) ou ainda realizando ziguezagues entre o sectarismo e o oportunismo (PSTU, hora pedindo “fora todos”, hora “eleições gerais”, hora votando em Haddad). É fundamental a construção de um partido socialista revolucionário, a partir de um novo núcleo marxista baseado em princípios sólidos. Se você concorda com essa perspectiva, venha conversar e se organizar com o Reagrupamento Revolucionário!

Partido Obrero (Argentina) and its class collaboration with the bourgeoisie

By Icaro Kaleb

The following article was originally published in February 2013, as part of a polemic on the incoherent position of the Brazilian Workers’ Cause Party (PCO). While criticizing other Brazilian organizations for their capitulations to class-collaborationist governments and electoral coalitions, they at the same time upheld their support for the coalition headed by the Workers’ Party (PT) in the presidential elections of 1989 and 1994, which already counted with significant sectors of the bourgeoisie in its composition [1]. In this polemic, we pointed out that the roots of PCO’s capitulation to class collaboration could be found in its association with the Partido Obrero of Argentina, led by Jorge Altamira, with which the PCO had political relations for many years [2]. Small modifications were made for the publication of this text as a separate piece from the rest of the original.

An appeal for help translating articles: this article was translated to English by non-native speakers and we apologize for any misspelling and other errors it may contain. Revolutionary Regroupment has an internationalist perspective of growing around the globe and we want to make more of our political literature available in English and other languages. If you want to help us in this internationalist goal by translating our articles or providing support to improve our translations, please contact us at rr-4i@krutt.org. Thank you!

Continuar lendo

The military coup in Egypt and the scandalous position of the IWL/PSTU (2013)

Opportunism and crystalized confusion

The military coup in Egypt and the scandalous position of the IWL/PSTU

By Icaro Kaleb, October 2013

An appeal for help translating articles: this article was translated to English by non-native speakers and we apologize for any misspelling and other errors it may contain. Revolutionary Regroupment has an internationalist perspective of growing around the globe and we want to make more of our political literature available in English and other languages. If you want to help us in this internationalist goal by translating our articles or providing support to improve our translations, please contact us at rr-4i@krutt.org. Thank you!

The position adopted by the International Workers’ League (IWL) and its leading section, the Brazilian PSTU (Unified Workers’ Socialist Party) in face of the recent events in Egypt is a display of incoherence and blatant deviation from the Marxist method, both for its opportunist approach and its denial of reality. What has been consistent, though, is the opportunism of the Morenoites in their trajectory – from their historical view of the Brazilian cops as workers to their illusions in the Egyptian army now, one can easily trace parallels between the PSTU’s policies at home and those proposed internationally.

Continuar lendo

Brazylia: Przeciw kapitalistycznej reakcji, o alternatywę robotniczą

Protest “Nie on!” przeciwko Bolsonaro, 30 września.

Skrajna prawica rośnie w siłę a lewica wiąże się z nieudanym projektem „współpracy klasowej” PT [Partii Pracujących]

Rafael Ferreira. Opublikowane pierwotnie w języku portugalskim 22 października 2018. 23 października dodano trochę tekstu dla jasności, bez zmiany stanowisk tu wyrażanych.

28 października wybory prezydenckie w Brazylii wygrał Jair Bolsonaro, reakcyjny kandydat skrajnej prawicy, pokonując w drugiej turze Fernando Haddada, kandydata socjaldemokratycznej Partii Pracujących (PT), rządzącej na poziomie federalnym brazylijskim kapitalizmem od 2003 do impeachmentu prezydent Dilmy Roussef w marcu 2016. Zwany „Trumpem tropików”, Bolsonaro to miłośnik junty wojskowej która rządziła w Brazylii w latach 1964-85, chcący zwalczać „komunizm” i przywrócić „prawo i porządek” poprzez wyprowadzenie wojska na ulicę, prześladować mniejszości seksualne czy otworzyć lasy amazońskie dla bezlitosnej eksploatacji przez kapitalistów (zaś mieszkająca tam rdzenna ludność będzie musiała „dostosować się albo zginąć”). Wygrał on z powodu rozczarowania klasy średniej i klasy robotniczej PT, która będąc u władzy była zamieszana w korupcję i za której kryzys gospodarczy pogorszył warunki bytowe. Przechodzimy przez niepokojący moment w brazylijskiej polityce. Po upadku rządu kolaboracji z klasą rządzącą PT, i zamachu stanu który przyspieszył cofanie praw pracowniczych, jesteśmy w sytuacji kryzysu politycznego i gospodarczego, gdzie nie tylko prawa pracownicze i socjalne są wydzierane, lecz zagrożone są również najbardziej podstawowe swobody, i ma miejsce wzrost skrajnie prawicowych sił przy urnie wyborczej i w życiu codziennym.

Continuar lendo

Śmierć Kim Dzong Ila i przyszłość Korei Północnej (2012)

Śmierć Kim Dzong Ila i przyszłość Korei Północnej

Rodolfo Kaleb. Oryginalnie opublikowane w języku portugalskim w lutym 2012. Jeden lub więcej ustępów pominięto w obecnej wersji.

Photo: EPA

Korea Północna, jeden z ostatnich krajów na świecie z biurokratycznie planowaną gospodarką, ma nowego “Najwyższego Przywódcę”, który zastąpił Kim Dzong Ila, zmarłego pod koniec 2011 roku: własnego syna biurokraty Kim Dzong Una. Jest to druga zmiana w kierownictwie biurokracji w Korei Północnej, spoczywając na rodzinie Kim. Kimowie i cała warstwa uprzywilejowanych państwowych biurokratów, którą reprezentują, mają jeden z najsilniej kontrolujących reżimów świata. Jednocześnie nienawiść burżuazyjnych mediów przeciwko Korei Północnej nie wynika z tego. Kapitaliści – od Nowego Jorku po Paryż, od Londynu po Tokio – nigdy nie powstrzymywali się od udzielania poparcia wielu tyrańskim rządom, pod warunkiem, że są im posłuszni. Ich wewnętrzna nienawiść wobec Korei Północnej i ich silne poparcie dla kapitalistów z Korei Południowej jest wyjaśnione przez strukturę klasową tego kraju.

Continuar lendo

Syryjska wojna domowa, Państwo Islamskie i bitwa o Kobanî

Syryjska wojna domowa, Państwo Islamskie i bitwa o Kobanî

Bronić Syrii przed imperializmem! O stanowisko niezależności klasowej w wojnie domowej!

Icaro Kaleb

[Artykuł powstał pierwotnie w okresie od czerwca do lipca 2015 r. Ze względu na wewnętrzne trudności nie mógł on zostać opublikowany i stał się częściowo przestarzały ze względu na prędkość wydarzeń w syryjskiej wojnie domowej. Niemniej jednak wciąż porusza wiele kwestii politycznych, które pozostają kluczowe w tym skomplikowanym konflikcie, a także zajmuje się oportunistycznymi pozycjami pozornie trockistowskich organizacji. Dlatego postanowiliśmy opublikować go w styczniu 2016 r., dodając kilka komentarzy w nawiasach. Późniejsze dodatki i drobne poprawki zostały wprowadzone w sierpniu 2016 r.]

Continuar lendo

Portugalia: kryzys a lewica (2014)

Portugalia: kryzys a lewica

Marcio Torres, wrzesień 2014

Wprowadzenie: jeden z naszych członków odwiedził Portugalię we wrześniu 2014 r. i napisał wewnętrzny raport o kryzysie w kraju, a także o lewicy portugalskiej. Postanowiliśmy opublikować nieco zredagowaną wersję dostosowaną do publiczności.

[Kryzys]

Portugalia była jednym z krajów europejskich, które najbardziej ucierpiały w pierwszych latach światowego kryzysu kapitalistycznego. Początkowo rząd portugalski, kierowany przez koalicję [partii burżuazyjnych] PSD [Partii Socjaldemokratycznej] i CDS-PP [Partii Ludowej], wydał prawie wszystkie oszczędności w kraju, aby uratować wielkie prywatne banki, tworząc ogromny dług. Państwo burżuazyjne przekazało pieniądze pochodzące głównie z rodzin klasy robotniczej właścicielom banków. Teraz, gdy burżuazja radzi sobie lepiej, robotnicy stoją w obliczu kilku ataków na ich poziom życia, ponieważ rząd próbuje rozwiązać swój dług, obcinając budżet na usługi publiczne, takie jak edukacja i opieka zdrowotna, zwolnienie pracowników publicznych, zmiana zasad ubeezpieczenia społecznego w celu zmniejszenia płatności i wymagając więcej czasu pracy przed emeryturą itp. Wszystko to jest znane jako “pakiet oszczędnościowy” i jest narzucane przez tak zwaną “trojkę” (Europejski Bank Centralny, Komisję Europejską i Międzynarodowy Fundusz Walutowy) . Podsumowując, masy portugalskie przechodzą drugi etap kapitalistycznego planu radzenia sobie z “uspołecznieniem” kryzysu. Niektórzy wielcy kapitaliści zostali uratowani przez państwo, a następnie wykorzystali te pieniądze, by kupić aktywa kapitalistów, którzy nie zostali uratowani i zbankrutowali, zwiększając koncentrację kapitału, która doprowadziła do kryzysu w pierwszej kolejności.

Continuar lendo

Revista Reagrupamento Revolucionário n. 12

É com alegria que anunciamos a nossos leitores e leitoras o lançamento de mais uma edição da revista Reagrupamento Revolucionário. É possível ler online, através dos links do sumário abaixo, baixar a versão PDF, ou obter a versão impressa com nossos militantes. Boa leitura!

 

 

Reagrupamento Revolucionário n. 12
Download (PDF)

 

 

 

LEIA ONLINE

Contra a reação capitalista, por uma alternativa dos trabalhadores
As eleições e a crise política brasileira
A luta antifascista e as tarefas dos comunistas
Observações preliminares da greve dos caminhoneiros
Pela mobilização da classe trabalhadora em defesa da legalização do aborto seguro e gratuito
A questão LGBT+ e o socialismo