A luta antifascista e as tarefas dos comunistas

Protesto organizado pela Plataforma Antifascista Londrina, 2017

Por Gabriel Diaz, junho de 2018

[Reproduzimos aqui uma versão revisada do texto distribuído pelo Reagrupamento Revolucionário em uma marcha antifascista que ocorreu em Londrina (PR), no dia 16 de Junho. A marcha foi pequena, contando com algumas dúzias de pessoas, em parte porque foi organizada no mesmo horário em que o MST e outros movimentos sociais organizaram um feirão. Ainda assim, a marcha ocorreu no horário de almoço em um local movimentado, e as palavras de ordem contra o governo e as reformas de Temer foram recebidas com simpatia pelos trabalhadores que passavam.]

Em um esforço conjunto de várias Frentes Antifascistas locais, foram marcadas marchas antifascistas em ao menos nove cidades para o meio desse mês de junho. Vemos como positivas essas iniciativas, mas consideramos que há entre a esquerda uma falta de clareza generalizada quanto à natureza do fascismo e sobre como devemos lutar contra o mesmo. Defendemos resgatar as lições das lutas do movimento operário no século XX, que nessa questão em específico, foi cristalizada na análise sobre a natureza do fascismo feita por Leon Trotsky. Ele não só acompanhou e lutou contra o ascenso fascista no período entreguerras (anos 20 e 30), como desenvolveu a mais precisa e profunda das poucas análises materialistas quanto ao fascismo, polemizando contra a incapacidade das outras correntes comunistas da sua época de entenderem o fenômeno do fascismo, e portanto, de formular uma estratégia efetiva de luta antifascista, o que levou a derrotas na Itália, Polônia, Alemanha, Espanha, França, entre outros países.

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Documentos do CCI/Coletivo Lenin (2008-2010)

Postamos aqui uma seleção de importantes textos teórico-programáticos do CCI/Coletivo Lenin, organização da qual se originou o Reagrupamento Revolucionário, entre 2008-2010, período no qual tal grupo contribuiu para a reconstrução de uma tradição trotskista consistente no Brasil.

Teses sobre a China
CCI/Coletivo Lenin, fevereiro de 2008

A esquerda brasileira e o governo “democrático e popular”
CCI/Coletivo Lenin, abril de 2008

Defesa do MST e a questão agrária no Brasil
Coletivo Lenin, maio de 2009

A tentativa do “Bando dos 8” e o fim da URSS
Coletivo Lenin, 2010

Resposta à Luta Marxista

Resposta à Luta Marxista

Junho de 2017

Em junho de 2013, a Luta Marxista (LM), um grupo trotskista do Rio Grande do Sul, escreveu um texto intitulado Resposta a Icaro Kaleb (http://lutamarxistablog.blogspot.com.br/2013/06/resposta-icaro-kaleb.html). O título fazia referência ao nome de um companheiro do Reagrupamento Revolucionário (RR) e tecia críticas a comentários informais feitos por este companheiro numa postagem da LM no Facebook, divulgando o texto A frente única segundo a Liga Comunista (26/05/2013). Em seguida, criticava posições políticas presentes em textos do RR. A escolha do título citando um militante (e não o nosso grupo), assim como a reprodução de comentários individuais feitos no Facebook e que tinham um caráter claramente informal (e não de declaração pública da organização) não fazem parte do nosso método de debate. Também não pudemos deixar de notar que a LM não disponibilizou nenhum link para o nosso site ao longo do seu texto, dificultando aos leitores terem acesso à nossa formulação original. De qualquer forma, é para nosso demérito que não tenhamos respondido anteriormente à crítica da LM, diante das várias outras tarefas que foram colocadas para nosso grupo nesse meio tempo. Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Por isso, tomaremos essa oportunidade para responder a tal crítica, ponto a ponto. (Os extratos do texto da LM estão em negrito).

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Falsa acusação da Liga Quarta-Internacionalista do Brasil contra o Reagrupamento Revolucionário

No último dia 03 de maio, o Reagrupamento Revolucionário enviou uma carta à  Liga Quarta-Internacionalista do Brasil (LQB) e ao Internationalist Group dos EUA (IG) –  ambos membros da Liga pela Quarta Internacional / League for the Fourth International – solicitando a correção de uma falsa acusação feita contra nós em um recente artigo da LQB, no qual afirmam que capitulamos à candidatura liberal-burguesa de Marcelo Freixo (PSOL) a prefeito do Rio de Janeiro na eleições passadas. Como a LQB / IG optou por nos ignorar, ao invés de corrigirem seu erro, publicamos tal carta para que prevaleça a verdade quanto à nossa posição. Reforçamos que não é através de calúnias que se realizará o necessário debate entre a esquerda.

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Balanço do dia 28 de abril

28 de abril: o que foi e como impedir que tenha sido em vão

Maio de 2017

Imagem: G1

O dia 28 de abril no Brasil foi significativo como o dia em que a classe trabalhadora entrou em ação com seus métodos históricos de luta (paralisações, piquetes, bloqueios de rodovia) audaciosamente contra a onda de ataques de Temer e do Congresso (“Reforma trabalhista”, “Reforma da Previdência” e lei da terceirização). A lista das categorias paralisadas é impressionante: muitos setores industriais, do transporte, do comércio e de serviços básicos cruzaram os braços e saíram às ruas [1]. Segundo estimativas gerais, no mínimo 30 milhões teriam deixado de trabalhar (a CUT diz 35mi, a Força Sindical 40mi). E, por mais que os dados ainda estejam muito incompletos, seguramente muito mais de um milhão tomou as ruas em todo o país, incluindo todas as capitais. Diante disso, surge a oportunidade de derrotar os ataques da classe dominante contra os trabalhadores, e que estes emerjam como fator político no vácuo de poder (“crise de representatividade”) que vive o país, espaço que até então vinha sendo ocupado apenas pela direita organizada e aspirantes a “salvador da pátria” [2].

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Declaração internacional – Defender a Síria, China e Coreia do Norte!

O imperialismo americano estica suas garras

Defender a Síria, China e Coreia do Norte! Para garantir a paz, lutar pela revolução socialista internacional!

Abril de 2017

Em 6 de abril, Trump realizou um ataque com mísseis contra uma base militar síria. Trata-se do primeiro ataque americano contra um alvo do governo sírio, dado que, até o momento, os Estados Unidos vinham realizando bombardeios apenas contra alvos do grupo fundamentalista Estado Islâmico. A decisão de Trump se deu após afirmações do serviço secreto americano, rapidamente repercutidas pelas grandes empresas de mídia mundo afora, de que o governo Assad seria o responsável por um ataque com gases químicos que matou cerca de 80 pessoas na província de Idlib – responsabilidade essa que o governo sírio nega, culpando a oposição armada a seu regime. Embora seja impossível saber no momento qual afirmação é a verdadeira, os imperialistas são especialistas em inventar desculpas para justificar ataques e empreitadas militares em outros países – lembremos das inexistentes “armas de destruição em massa” do Iraque.

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